Se você está garimpando a próxima TV 4K na Amazon e se depara com especificações de 120 Hz e 144 Hz, é normal se perguntar: “preciso mesmo dessa diferença de 24 Hz a mais?”. A resposta depende do que você assiste, do hardware que usa para jogar e, claro, do seu bolso. A seguir, destrinchamos como cada taxa de atualização se comporta em filmes, esportes e games — e quais modelos já trazem o recurso para sua sala.
O que, afinal, é a taxa de atualização?
A taxa de atualização indica quantas vezes por segundo o painel renova a imagem. Uma TV de 120 Hz “redesenha” a tela 120 vezes a cada segundo; em 144 Hz, esse número sobe para 144. Quanto maior o valor, mais suave será o movimento perceptível, reduzindo artefatos como judder (tremidos) e ghosting (rastros).
120 Hz: o novo piso do segmento premium
Televisores 120 Hz — como a LG OLED C3 ou a Samsung QN90C Neo QLED — já entregam fluidez suficiente para:
- Filmes a 24 fps, exibindo cada quadro exatamente cinco vezes;
- Transmissões esportivas em 60 fps, com sobra de frequência para compensar quedas de quadros;
- Consoles de nova geração (PS5, Xbox Series X) que alcançam até 120 fps.
Para 90 % dos consumidores, esse conjunto de recursos cobre o uso cotidiano sem gargalos.
Onde o 144 Hz realmente brilha
Os 24 Hz extras são percebidos, sobretudo, por jogadores de PC que rodam títulos competitivos acima de 120 fps. Nessa faixa, valores menores de tempo de resposta podem reduzir milissegundos cruciais em jogos como Valorant, CS 2 ou Fortnite. Além disso:
- Em painéis Mini-LED ou QLED, o pulo para 144 Hz costuma vir acompanhado de maior brilho de pico e contraste aprimorado;
- Recursos de VRR (Variable Refresh Rate) — FreeSync Premium ou G-Sync Compatible — ganham mais “margem de manobra”, suavizando oscilações entre 80 fps e 144 fps.
Consoles x PCs: quem aproveita melhor?
PlayStation 5 e Xbox Series X estão limitados a 120 fps, portanto, numa TV 144 Hz eles continuarão exibindo, na prática, 120 quadros. Já um PC “parrudo” com RTX 4070 Ti, RX 7800 XT ou superiores pode extrair frames extras em 1080p/1440p, justificando o investimento.
Modelos 144 Hz que já chegaram ao Brasil
Ainda são poucos, mas a lista cresce rápido:
Imagem: Internet
- TCL C745 QLED: 55″ e 65″, 144 Hz nativo, VRR e HDMI 2.1 completos;
- Hisense U7K Mini-LED: brilho alto e Dolby Vision Gaming a 144 Hz;
- Samsung QN90D (2024): a linha deve trazer 144 Hz em tamanhos a partir de 55″.
Todos contam com portas HDMI 2.1, essenciais para transportar sinal 4K acima de 120 Hz.
VRR, FreeSync e G-Sync: por que importam?
Sem VRR, a TV fixa a taxa de atualização e repete (ou descarta) quadros para se encaixar no conteúdo. Essa operação é menos eficiente em 144 Hz porque 144 não é múltiplo exato de 24 fps, 30 fps ou 60 fps. Já com VRR ativo, o painel ajusta-se em tempo real, evitando engasgos. Se sua prioridade é fluidez absoluta, procure selos como AMD FreeSync Premium Pro ou NVIDIA G-Sync Compatible.
120 Hz ou 144 Hz: qual comprar em 2024?
• Quer uma TV para filmes, séries, esportes e consoles? Um bom modelo 120 Hz, mais barato, cobre tudo com sobra.
• É jogador competitivo de PC, com GPU topo de linha e busca cada frame extra? O 144 Hz faz sentido — contanto que o preço adicional se ajuste ao seu orçamento.
• Busca longevidade e pretende atualizar o PC em breve? Optar já por 144 Hz coloca você um passo à frente, mas não esqueça de exigir HDMI 2.1 pleno, VRR e bom input lag.
No fim das contas, a diferença é real, mas situacional. Avalie o tipo de conteúdo e a potência do seu setup antes de decidir — assim você evita pagar por hertz que nunca vai enxergar.
Com informações de Mundo Conectado