Prepare o coração, mas sem pressa: Zootopia 3 não aparecerá tão cedo nas telonas. Em uma rara sessão de perguntas e respostas na rede social chinesa Weibo, os diretores Byron Howard e Jared Bush confirmaram que o aguardado terceiro filme da franquia está apenas na fase de exploração criativa — um estágio que, segundo eles, costuma consumir de dois a três anos. Somando o restante do processo de produção e pós-produção, a projeção mais realista empurra a estreia para 2030.
Por que “apenas” cinco anos?
Depois de nove anos entre o primeiro Zootopia (2016) e a sequência (2025), a equipe criativa decidiu comprimir o calendário. Howard admite que gosta de trabalhar “com cuidado e profundidade”, mas reconhece que quase uma década é demais até para os fãs mais pacientes. A meta é finalizar todo o ciclo — roteiro, storyboard, animação, mixagem de som e marketing global — em torno de cinco anos.
Fase atual: brainstorm intenso
Conforme Bush explica, o time da Walt Disney Animation está mergulhado na fase de ideação, quando tudo pode mudar: personagens secundários ganham protagonismo, arcos dramáticos são reescritos e tecnologias de renderização de última geração entram na mesa. É o momento em que a equipe testa:
- Novas técnicas de ray tracing em tempo real, que podem deixar pelagens e texturas ainda mais realistas;
- Algoritmos de A.I. generativa para agilizar a pré-visualização de cenários;
- Workflows baseados em GPUs NVIDIA RTX de datacenter, semelhantes às usadas em produções como Encanto (2021).
Embora essas inovações não acelerem radicalmente o cronograma, elas prometem elevar o patamar visual e sonoro do terceiro longa.
Indícios escondidos em Zootopia 2
Se você ficou até a cena pós-créditos de Zootopia 2, provavelmente notou um easter egg: a senha “P@Rt3izFr&BrdZr2”. A frase decodificada é “Part 3 is for real and birds too” (“A Parte 3 é real, e pássaros também”). O detalhe foi reforçado por uma pena esquecida no apartamento de Judy Hopps, sinalizando que aves serão introduzidas ao universo dominado por mamíferos.
O que muda com a chegada dos pássaros?
A introdução de uma nova classe de animais abre espaço para:
- Cenários verticais: imagine perseguições aéreas em arranha-céus ou naves flutuantes;
- Novas dinâmicas sociais: como mamíferos e aves dividem recursos, transporte e até políticas públicas?
- Personagens carismáticos: pense em uma águia da SWAT ou um beija-flor entregador de drone.
Em termos técnicos, pássaros significam mais complexidade de animação — asas exigem simulações físicas diferentes de pelos ou escamas, algo que pode justificar parte do prazo estendido.
Imagem: Internet
Impacto para a Disney (e para seu streaming)
Zootopia 2 superou US$ 1,8 bilhão mundialmente, reforçando a franquia como uma mina de ouro para a Disney. Lançar o terceiro filme em 2030:
- Sincroniza a estreia com novas gerações de TVs 8K e soundbars Atmos já populares em residências;
- Garante catálogo fresco para o Disney+ competir com Netflix e Amazon Prime Video;
- Pode coincidir com o ciclo de vida de futuros consoles high-end, explorando cross-media em jogos.
Como se preparar até 2030?
Não dá para acelerar a produção, mas dá para revisitar a saga. Vale conferir:
- O primeiro Zootopia, que recebeu atualização 4K HDR no Disney+;
- A série animada Zootopia+, com curtas que ampliam o universo;
- Bastidores em Blu-ray, ideais para quem curte tecnologia de animação e quer entender como GPUs de última geração entram no processo.
Com uma bilheteria robusta nas costas e novas tecnologias à disposição, Judy Hopps e Nick Wilde têm tudo para voltar em grande estilo — mesmo que a contagem regressiva só termine na virada da próxima década.
Com informações de TecMundo – Minha Série