A Apple parece ter invertido o jogo: depois de anos sendo vista como sinônimo de preços altos, os novos MacBook Neo e M5 MacBook Pro indicam que, em plena alta de componentes, o Mac pode ser o computador com melhor relação desempenho–preço do mercado. Entenda por que essa virada interessa tanto a quem edita vídeos em 4K, a gamers casuais e até a empresas que buscam economizar em TI.
Potência comparável a workstations, gasto de energia de ultrabook
Os primeiros benchmarks divulgados no Geekbench 6 mostram a evolução brutal do Apple Silicon:
M1 (2020): 2 386 (single-core) / 8 571 (multi-core)
MacBook Neo (A17 Pro): 3 467 / 8 668
M5 (2024): 4 227 / 17 802
M5 Pro: 4 280 / 28 030
M5 Max: 4 268 / 29 159
Na prática, o M5 Max entrega mais de 3 × o desempenho multi-core do M1 em apenas cinco anos, quebrando a métrica clássica da Lei de Moore (dobrar a cada 18-24 meses). Para quem renderiza 3D, compila código ou treina modelos de IA, isso representa menos espera e mais produtividade — sem o thermal throttling que ainda assombra notebooks Intel e AMD topo de linha.
MacBook Neo: entrada em preço de Chromebook, alma de Mac
Custando a partir de US$ 599 nos EUA, o MacBook Neo usa o mesmo chip A17 Pro do iPhone 15 Pro, mas supera o M3 em tarefas de uso comum (navegação, Office, estudos). Resultado? Um notebook fino, silencioso e com bateria que passa fácil das 12 h, ideal para estudantes, criadores de conteúdo iniciais e profissionais que vivem em reuniões de vídeo.
Escada “Good – Better – Best” ganha um degrau Ultra
Com Neo, M-series e rumores de um M5 Ultra voltado a estações de trabalho, a Apple amplia o alcance da linha: de quem só precisa digitar relatórios até estúdios que antes compravam PCs de dezenas de milhares de reais. Isso prepara o terreno para afiliados e varejistas oferecerem desde acessórios básicos — como teclados mecânicos e mouses ergonômicos — até monitores 5K e docks Thunderbolt que liberam todo o potencial dos chips.
Imagem: Jny Evans
Por que o “Mac caro” começa a não parecer tão caro
O instituto TrendForce projeta um aumento de até 40 % nos preços de notebooks Windows ainda este ano, pressionados pela escalada no custo de memória e CPUs. A Apple dribla boa parte desse efeito graças ao controle total do seu silicon e à arquitetura unificada, que extrai mais desempenho com menos RAM. O resultado direto é um TCO (custo total de propriedade) menor para empresas — e um argumento de venda poderoso para quem trabalha com afiliados.
O que isso significa para você?
- Gamers ocasionais: jogos otimizados para Metal, como Resident Evil Village, rodam com mais FPS e menor ruído.
- Produtores de vídeo: exportações em Final Cut e DaVinci resolvem até 2 × mais rápido no M5 Pro comparado ao M2 Max.
- Programadores: compilações em Xcode e Docker containers se beneficiam dos 28 000 pontos multi-core do M5 Pro.
- Empresas: ciclo de vida prolongado, menor gasto com fontes e menos chamados de suporte por superaquecimento.
Com a linha Neo atendendo ao público de entrada e os MacBook Pro dominando performance, a Apple se posiciona como a opção mais racional em um mercado que, paradoxalmente, encareceu para todo o resto. Para quem pesquisa o melhor notebook para estudar, criar ou trabalhar pesado em 2024, vale colocar os novos Macs na lista de favoritos — e ficar de olho nas próximas promoções.
Com informações de Computerworld