Esqueça tudo o que você lembra de LG G5, Moto Z ou do lendário Project Ara. Na Mobile World Congress 2026, a Tecno tirou da cartola um protótipo funcional que resgata — e repagina — a ideia de smartphone modular. Com apenas 4,9 mm de espessura, o aparelho serve de plataforma para empilhar câmeras, baterias e acessórios criados para fotógrafos, gamers e criadores de conteúdo. E o melhor: sem adicionar aquele “calombo” desconfortável que matou as tentativas passadas.
Por que a modularidade volta a fazer sentido agora?
Em 2016, o Android ainda engasgava com mudanças de hardware em tempo real. Dez anos depois, a história é outra. A Tecno está desenvolvendo o aparelho já pensando no Android 16, que incorpora APIs específicas para detecção e gerenciamento dinâmico de módulos. Some a isso Wi-Fi 7, Bluetooth LE de baixa latência e rumores de conectividade 5G mmWave interna entre os componentes e temos um ambiente maduro para que tudo “se encaixe” literalmente.
Ultrafino, mas não frágil: 4,9 mm de pura engenharia
O corpo principal abriga um processador ainda não divulgado (mas especula-se um chipset flagship da MediaTek) e uma bateria de 3 000 mAh. Parece pouco? Aguarde o próximo módulo.
Bateria empilhável: de 3 000 mAh a 15 000 mAh em segundos
Por meio de ímãs e pogo pins, cada módulo extra adiciona carga sem cabos. Nos testes de palco, o conjunto atingiu impressionantes 15 000 mAh — potência suficiente para streamar partidas de Genshin Impact durante um fim de semana inteiro ou gravar vlogs 4K sem medo de ficar na mão.
Câmeras intercambiáveis: você escolhe o kit perfeito
O sensor nativo já traz 50 MP, mas o usuário pode conectar:
- Lente teleobjetiva 5× óptica — ideal para fotos de estádios ou safáris urbanos;
- Módulo grande-angular — captura paisagens ou aquela foto em turma sem “pau de selfie”;
- Ring Light com espelho frontal — selfies uniformes mesmo à noite;
- Microfone direcional com deadcat — áudio limpo para quem grava shorts na rua.
Na prática, o celular vira um “corpo” de câmera mirrorless: leva apenas o que faz sentido para cada ocasião.
Nada de portas: carregamento 100 % sem fio
A Tecno aboliu a USB-C. O carregamento é por indução e a transferência de dados entre módulos se dá via conexões de alta frequência integradas. Resultado: menos aberturas, mais resistência a água e poeira.
Imagem: Internet
Comparativo rápido: Tecno vs. tentativas anteriores
Moto Z (2016) usava pinos traseiros, mas limitava-se a capinhas-módulo de bateria ou alto-falante. LG G5 exigia remover a parte inferior do chassi, sacrificando ergonomia. Já o conceito da Tecno aposta em um sistema empilhável, fino e expansível em todas as direções, sem comprometer o design original.
Quando e por quanto?
Embora ainda rotulado como “conceito”, executivos da marca sugerem lançamento até o segundo semestre de 2026. A Tecno, conhecida por preços agressivos na África e na Ásia, deve mirar no público brasileiro apaixonado por fotografia móvel. Se repetir a estratégia da série Camon, podemos esperar valores competitivos contra intermediários premium de Samsung, Motorola e Xiaomi.
No fim das contas, o celular modular da Tecno coloca de volta na mesa uma pergunta que há anos parecia morta: e se você realmente pudesse atualizar só a peça que precisa? Agora, com componentes mais leves, software preparado e conectividade ultrarrápida, talvez a resposta finalmente interesse ao consumidor comum — e não apenas a entusiastas.
Com informações de Mundo Conectado