Na Integrated Systems Europe 2026 (ISE 2026), a LG mostrou que as antigas brigas com cabos, adaptadores e projetores descalibrados estão com os dias contados. A fabricante sul-coreana apresentou uma nova geração de telas LED All-in-One com controlador, alto-falantes e software de colaboração já embarcados, prometendo transformar qualquer espaço – do meeting room de seis lugares ao auditório para centenas de pessoas – em um hub de trabalho híbrido pronto para uso.
O que muda na prática?
Em sistemas tradicionais, cada peça do quebra-cabeça audiovisual – painel, processador, sistema de som, microfones e caixas de conexões – costuma ser adquirida e configurada separadamente, aumentando custo, tempo de instalação e pontos de falha. A LG aposta em um único chassi modular que chega pré-calibrado de fábrica, dispensando alinhamentos manuais e cortes na infraestrutura. O resultado esperado é:
- Instalação até 30% mais rápida em comparação a painéis LED modulares convencionais*;
- Redução de custos com cabeamento e controladores externos;
- Manutenção simplificada: basta substituir o módulo defeituoso sem desmontar a parede inteira.
*Estimativa baseada em dados internos de integradores parceiros da LG.
Brilho e contraste de cinema, mesmo em salas iluminadas
Graças à tecnologia LED de matriz direta, as novas telas entregam alto brilho (até 1.200 nits)**, cores consistentes e pretos profundos. Isso faz diferença tanto em apresentações repletas de gráficos quanto em videoconferências 4K, onde o rosto dos participantes precisa aparecer nítido sem aquela clássica “lavada” do projetor.
**Valor aproximado para modelos acima de 130”. A LG ainda não divulgou a ficha completa para todos os tamanhos.
Integração de software: adeus, cabo HDMI
Além do hardware, a LG integrou um suite de colaboração com:
- Compartilhamento de tela sem fio para múltiplos participantes;
- Compatibilidade nativa com Microsoft Teams, Zoom, Google Meet e Webex;
- Dashboard de controle via tablet ou notebook, reduzindo cliques e janelas de configuração.
Segundo Leonardo Di Clemente, gerente de Information Displays da LG Brasil, “a tecnologia tem que ser invisível; quem manda é a tomada de decisão”. Em outras palavras, se a reunião atrasar, que seja por causa da pauta – não por causa do equipamento.
Como se posiciona frente aos concorrentes?
• Samsung The Wall for Business: também LED modular, mas exige um processador dedicado e rotinas de calibração mais complexas.
• Sony Crystal LED: oferece contraste superior, porém com custo de implantação mais alto e portfólio focado em estúdios de produção.
• Monitores a laser + projetor: preço inicial menor, porém menor vida útil da lâmpada, manutenção cara e qualidade de cor inferior.
Para empresas que precisam padronizar dezenas de salas em diferentes filiais, o “tudo-em-um” da LG tende a ser mais atraente pelo TCO (custo total de propriedade) reduzido.
Imagem: Internet
Tamanhos, resoluções e expansões futuras
A LG exibiu modelos de 81”, 136” e 163”, todos em resolução 4K. A marca adiantou que versões 8K devem chegar antes de 2027, alinhadas à tendência de remote production e eventos corporativos híbridos em ultra-alta definição.
Por que você deveria ficar de olho
A modernização das salas de conferência deixou de ser luxo: o trabalho remoto e o formato híbrido colocaram a videocolaboração no centro da estratégia de TI. Quem planeja atualizar infraestrutura até 2026 deve considerar:
- ROI acelerado: instalar rápido significa menos salas fora de uso e equipes voltando à produtividade antes do previsto.
- Escalabilidade: a mesma plataforma atende de huddle rooms a auditórios, simplificando treinamento e suporte.
- Valorização do imóvel corporativo: soluções embutidas e sem cabos aparentes agregam valor estético e tecnológico.
Em tempos de IA generativa integrando legendas em tempo real e tradução simultânea, um display de alta fidelidade visual e sonora se torna peça crítica – e, sim, pode evitar aquela interjeição “você está no mudo” que já virou meme nas reuniões.
Próximos passos da LG no mercado B2B
A estratégia apresentada na ISE 2026 reforça a migração da LG para soluções de infraestrutura completa de colaboração híbrida. A companhia já oferece painéis de controle, sistemas de vídeo IP e TVs comerciais com webOS. Agora, a meta é fechar o ciclo de hardware + software em um só SKU, reduzindo a dependência de integradores terceirizados.
Se a investida der certo, veremos mais projetos “chave na mão” e – quem sabe – pacotes personalizados vendidos até em marketplaces como a Amazon Business, onde empresas podem comprar tudo no mesmo carrinho.
No fim das contas, fica claro: a LG não quer apenas vender um “telão”; quer entregar a sala de reunião inteira, pronta para o futuro do trabalho.
Com informações de Mundo Conectado