Quem vive de fones intra-auriculares sabe: depois de algumas horas, a sensação de ouvido tampado cansa — sem falar na falta de atenção ao mundo ao redor. Foi justamente nesse “ponto cego” que a Shokz, marca famosa pelos modelos de condução óssea para atletas, decidiu apostar com os novos OpenDots One. Lançados em 2025, eles misturam conforto de uso aberto, graves encorpados e um preço que ameaça concorrentes como AirPods 3 e Bose Ultra Open.
Por que esses fones chamam tanta atenção?
Ao contrário dos AirPods tradicionais, que vedam (ou semi-vedam) o canal auditivo, os OpenDots One funcionam como dois minialto-falantes presos à orelha. O resultado é a possibilidade de ouvir música de qualidade sem isolar totalmente o ambiente — algo essencial para ciclistas, corredores urbanos e para quem trabalha em escritório compartilhado.
As 4 tecnologias que fazem diferença no som
- Bassphere Technology: dois drivers de 11,8 mm em formato esférico entregam graves surpreendentes para um produto aberto, algo que falta até em muitos earbuds fechados.
- DirectPitch Technology: cancela fase de frequências para direcionar o som ao canal auditivo e reduzir vazamento — seu colega de mesa não precisa ouvir sua playlist.
- Adaptive Beamforming + IA: capta melhor a sua voz em ligações, minimizando ruídos externos sem recorrer a microfones gigantes.
- Dolby Audio: suporte nativo a som espacial que amplia palco sonoro, deixando vozes mais definidas e agudos cristalinos.
Comparativo rápido com os rivais
• Bose Ultra Open: referência em clip-on, mas custa US$ 299.
• Huawei FreeClip 2: drivers menores (10,8 mm), sem Dolby e sem foco em graves.
• AirPods 3: formato semi-aberto, porém ainda bloqueia parte do canal auditivo e não oferece consciência total do ambiente.
Nesse cenário, o valor de US$ 199,95 dos OpenDots One aparece como um “meio-termo” interessante: mais caro que fones esportivos de entrada, mas bem abaixo do preço premium da Bose.
Construção leve, bateria parruda
A estrutura JointArc usa liga de níquel-titânio revestida em silicone, resultando em apenas 6,5 g por lado — mais leve que muitos earbuds convencionais. O modelo também não diferencia lado esquerdo e direito: pegou, encaixou, funcionou.
Autonomia é outro trunfo: até 10 h por carga, 40 h com estojo e recarga rápida que garante 2 h de música com 10 min na tomada (USB-C ou wireless). Para treino diário ou um dia inteiro no escritório, está coberto.
Qualidade de chamada aprovada pela imprensa
Testes do TechRadar, DigitalTrends, HeadphoneCheck e Tom’s Guide apontam que o microfone mantém clareza sem vazar áudio para pessoas ao lado — algo raro em designs abertos. Em resumo, você pode entrar numa reunião de vídeo sem receio.
Imagem: Internet
Para quem vale a pena?
Se você:
- Corre ou pedala e precisa continuar ouvindo carros ou avisos;
- Trabalha em open space e se incomoda com o “efeito tampão” dos intra-auriculares;
- Quer experimentar graves consistentes sem abrir mão de conforto;
…os OpenDots One entregam uma experiência praticamente única hoje. Não superam fones selados de referência, mas contam uma história diferente: segurança, conforto e som rico no mesmo pacote.
No mercado brasileiro, ainda não há preço oficial, mas a própria Shokz costuma lançar globalmente pela Amazon — o que deve colocá-los ao alcance dos consumidores que já cogitavam AirPods ou Bose e agora têm mais uma opção de peso.
Com informações de Mundo Conectado