Se você já achava o Core i9-14900K faminto por energia, prepare o bolso e o sistema de refrigeração: vazamentos apontam que a próxima geração de CPUs desktop da Intel, conhecida como Nova Lake-S (provável linha Core Ultra série 300), terá perfis de consumo tão agressivos que apenas placas-mãe com chipset Z990 conseguirão entregar todo o desempenho prometido.
Até 500 W em modo turbo: é o dobro do Raptor Lake
Segundo o insider Jaykihn, os modelos Core Ultra 7 e Core Ultra 9 trarão um novo “Extreme Power Delivery Profile” na BIOS. Nesse modo, o parâmetro PL2 (pico de consumo durante turboboost) saltaria para impressionantes 500 watts. Para efeito de comparação, o atual Core i9-14900K trabalha oficialmente em 253 W; mesmo os Ryzen 9 7950X da AMD não passam de 230 W.
Para alimentar um processador que beira meio quilowatt, a placa-mãe precisa de VRMs dignos de servidor – e é aí que surge a exigência da plataforma topo de linha. Nos chipsets intermediários, como o futuro B960, esse perfil extremo viria bloqueado, limitando a CPU a algo entre 250 e 300 W e, consequentemente, a clocks mais baixos.
Fim da economia: por que só o chipset Z990 vai liberar o modo “sem limites”
Nos últimos anos, muitos entusiastas driblavam o alto custo do ecossistema Intel instalando CPUs “K” em placas série B robustas, sem overclock manual, mas ainda assim com turbo automático liberado. A estratégia barateava o setup sem grandes perdas de desempenho.
Com o Nova Lake, esse custo-benefício está ameaçado. A Intel quer evitar que VRMs mais simples entrem em colapso, mas isso significa que quem planeja usar um Core Ultra 9 no máximo terá de investir numa Z990 premium, possivelmente com fases de alimentação reforçadas, dissipadores de alta massa e conectores extras de 8+8 pinos.
Soquete novo, vida nova: conheça o LGA 1851
O pacote de novidades inclui o soquete LGA 1851, sucessor do LGA 1700. Além da contagem maior de pinos, espera-se suporte nativo a DDR5 de frequências ainda mais altas e linhas PCIe 5.0 extras, preparando terreno para GPUs e SSDs cada vez mais sedentos por largura de banda.
Imagem: William R
Impacto prático: o que isso significa para gamers e criadores?
- Performance sem gargalo: aplicações multithread, como edição de vídeo em 8K e jogos que exploram muitos núcleos, devem escalar melhor se o PL2 ficar livre em 500 W.
- Fonte de alimentação e refrigeração: combos de 360 mm de watercooler ou loop custom viram quase obrigatórios, além de PSUs na casa de 1000 W para builds high-end.
- Preço de entrada maior: ao amarrar o desempenho máximo ao Z990, o ticket inicial da plataforma high-end deve subir, posicionando a linha ainda mais como nicho entusiasta.
- Concorrência AMD: a movimentação pressiona a AMD a responder com Zen 5 Thread-E, mas também abre espaço para quem busca eficiência em vez de força bruta.
Quando chega? Lançamento fica para 2026
A Intel deve apresentar a família Nova Lake-S apenas no segundo semestre de 2026. Até lá, muita coisa pode mudar, mas a tendência de elevar limites de potência para arrancar cada MHz extra parece irreversível.
Se você planeja atualizar sua máquina nos próximos anos, a dica é ficar de olho na evolução dos VRMs das futuras placas Z990 e no preço das fontes de alta capacidade. A próxima geração promete, mas cobrará caro por cada frame adicional.
Com informações de Hardware.com.br