Marque no calendário: em 19 de fevereiro de 2026, Fortnite vai apertar o cerco contra trapaças exigindo três camadas extras de proteção em qualquer partida no PC. Além do TPM 2.0, o battle royale da Epic Games passará a verificar a presença do Secure Boot e do IOMMU antes mesmo da tela de carregamento. Se o seu sistema não atender a esses pré-requisitos, o jogo simplesmente não iniciará.
Por que a Epic decidiu “trancar” o lobby?
Cheaters que operam em nível de kernel — área crítica do sistema operacional — se tornaram o maior pesadelo dos estúdios. Soluções tradicionais de anti-cheat funcionam no software; já o TPM 2.0 e o Secure Boot criam uma barreira física (firmware) que impede programas maliciosos de se infiltrarem logo na inicialização do PC. O IOMMU, por sua vez, administra como cada dispositivo acessa a RAM, cortando atalhos usados por cheats baseados em DMA (acesso direto à memória).
Comparativo rápido: como fica em relação a outros jogos competitivos
- Valorant e League of Legends já exigem TPM 2.0 e Secure Boot em torneios desde 2023.
- Call of Duty: Black Ops 7, anunciado para 2025, também bloqueará hardware sem essas features.
- Fortnite agora amplia a regra: vale para qualquer modo, inclusive partidas casuais, algo inédito entre os grandes títulos.
Meu hardware é compatível?
Segundo a Epic, cerca de 95% da base de jogadores já possui suporte. Se você roda Windows 11, é quase certo que o firmware TPM 2.0 e o Secure Boot estejam disponíveis — basta habilitá-los na BIOS/UEFI. Usuários do Windows 10 ou de placas-mãe mais antigas precisam conferir:
- Intel: chipsets série 300 (Coffee Lake) em diante incluem módulo TPM 2.0 integrado (PTT). Séries anteriores podem requerer um módulo físico.
- AMD: de Ryzen 2000 (Zen+) para a frente, a função fTPM já vem de fábrica; basta ativar.
- Placas-mãe entusiastas lançadas até 2016 podem aceitar um chip TPM 2.0 na porta LPC — um acessório barato que ainda se encontra fácil na Amazon.
Passo a passo recomendado pela Epic
- Atualize BIOS/UEFI para a versão mais recente.
- Ative TPM 2.0 (Intel PTT ou AMD fTPM).
- Habilite Secure Boot e registre a chave do Windows.
- Confirme que o IOMMU (Intel VT-d ou AMD IOMMU) está em “Enable”.
- Reinicie, execute o Fortnite Easy Anti-Cheat e faça o teste de compatibilidade.
Quem participar de campeonatos oficiais já convive com essas exigências desde fevereiro de 2025, portanto o impacto maior ficará para o público casual. A Epic publicou tutoriais ilustrados e reforça: alterações erradas na BIOS podem travar o sistema. Reserve tempo, siga o guia linha por linha e, se possível, mantenha um backup de configuração.
O que muda na prática para o gamer?
Se tudo estiver habilitado, você não notará diferença de desempenho. O ganho real será na qualidade das partidas: menos wallhacks, aimbots e ferramentas que teleportam jogadores pelo mapa. Para quem pensa em montar ou atualizar o setup em 2024–2025, vale priorizar placas-mãe já homologadas para Windows 11 — vários modelos B650 e Z790 custam pouco mais que alternativas sem fTPM/PTT exposto.
Imagem: William R
Com a mudança, Fortnite se alinha a uma tendência de mercado: segurança embarcada no hardware. Para o usuário, é uma prévia do que veremos em títulos AAA nos próximos anos — e um lembrete de que sua próxima placa-mãe, processador ou notebook gamer precisa vir preparado de fábrica.
Com informações de Hardware.com.br