Seu e-mail, suas fotos de viagens, o backup dos saves daquele RPG que consome sua placa de vídeo RTX, as anotações da faculdade e até a agenda de clientes — tudo isso, provavelmente, está atrás da mesma chave: sua conta Google. Se alguém colocar as mãos nela, o estrago pode ser maior que um overclock malfeito no seu processador. A boa notícia é que, em menos de 10 minutos, você consegue endurecer essa porta e dormir tranquilo. Confira as 11 ações essenciais (e realmente práticas) para elevar o nível de segurança agora mesmo.
1. Troque a senha por uma combinação digna de banco suíço
Se sua senha lembra nomes de familiares, datas óbvias ou qualquer expressão que possa ser pescada nas suas redes sociais, é hora de trocar. Use 12 caracteres ou mais, misture letras maiúsculas/minúsculas, números e símbolos. Um gerenciador de senhas — o nativo do Google ou opções completas como 1Password e Bitwarden — automatiza isso sem dor.
2. Ative a verificação em duas etapas (2FA) sem SMS
Ela é a barreira que faz o invasor bater na trave. Prefira aplicativos autenticadores (Google Authenticator, Microsoft Authenticator) ou, melhor ainda, uma chave de segurança física compatível com USB-C/NFC como a YubiKey 5C — fácil de achar na Amazon e tão importante quanto um bom mouse gamer para headshots.
3. Atualize seus contatos de recuperação
Visite myaccount.google.com/security e verifique número de celular e e-mail alternativo. Dados antigos transformam o processo de recuperação em um verdadeiro raid boss.
4. Configure um contato de recuperação confiável
Desde 2023, o Google permite indicar alguém para confirmar sua identidade caso tudo dê errado. Escolha alguém de confiança (e que atenda o telefone!). Essa pessoa não verá seus dados; ela só validará um código único.
5. Faça faxina nos apps com acesso à sua conta
Clique em “Apps de terceiros com acesso à conta” e remova serviços que você não usa mais. Aquele plug-in de Gmail instalado em 2018 — e esquecido — pode ser a porta que faltava para um ataque.
6. Expulse dispositivos antigos
No painel “Seus dispositivos”, você verá smartphones, tablets, smart TVs e PCs que já fizeram login. Desconecte o notebook que você vendeu no OLX ou o celular antigo que virou backup — menos é mais.
7. Revise permissões de apps no Android
No Android 13 ou superior abra Ajustes > Segurança e privacidade > Gerenciador de permissões. Se um joguinho casual lê seus contatos ou calendário, pergunte-se: por quê? Revogue o que não faz sentido.
Imagem: JR Raphael C
8. Domestique as extensões do navegador
No Chrome, digite chrome://extensions e, em “Detalhes”, restringe o acesso do add-on apenas aos sites que ele realmente precisa. Extensões são ótimas para produtividade, mas algumas pedem mais dados que um benchmark de CPU.
9. Desinstale programas que ficaram no esquecimento
Softwares e apps que você não usa viram poeira digital e potenciais brechas. Aplique a mesma lógica àqueles mods antigos do seu jogo favorito: se não contribuem, remova.
10. Configure o Gerenciador de Conta Inativa
Pense nisso como um “testamento digital”. Defina quanto tempo de inatividade aciona o recurso e quais dados (Gmail, Google Fotos, Drive, etc.) podem ser compartilhados com familiares. Evita um caos tecnológico para quem fica.
11. Avalie o Programa de Proteção Avançada
Jornalistas, administradores de TI, creators com milhões de inscritos — se você é alvo potencial de ataques dirigidos, esse modo hardcore do Google exige duas chaves físicas para login e bloqueia apps de terceiros. É rigoroso, mas vale cada segundo de segurança extra.
Pronto! Agora sua conta Google está mais protegida que o estoque de GPUs em época de escassez. Coloque um lembrete anual para revisitar cada ponto, assim como faz com a limpeza do cooler do seu PC.
Com informações de Computerworld