Depois de meses de especulação, a Xiaomi oficializou a Xiaomi Tag no mercado europeu. O pequeno rastreador chega munido de Ultra-Wideband (UWB) e bateria substituível, mas com um detalhe que chama atenção de qualquer usuário de Android (e até de iPhone): o preço agressivo de €17,99 ― menos da metade de uma Apple AirTag.
Por que você deve prestar atenção a essa novidade?
Rastreadores Bluetooth não são novidade, mas eles se tornaram decisivos no dia a dia de quem carrega notebook, bike ou mesmo a mala de viagem. O lançamento da Xiaomi coincide com a ativação global da rede Google Encontre Meu Dispositivo, que transforma mais de 3 bilhões de smartphones Android em pontos anônimos de localização. Em outras palavras, mesmo que você nunca tenha pensado em um rastreador, o ecossistema agora está pronto para funcionar no Brasil tão bem quanto no exterior.
Principais diferenciais da Xiaomi Tag
1. UWB para Busca de Precisão
Quando o celular é compatível (linhas topo de linha da Samsung, Google Pixel 8 Pro, entre outros), a Xiaomi Tag pode guiar você com uma “bússola” na tela, indicando a distância em centímetros. Nas AirTags e na Galaxy SmartTag2, esse recurso encarece o produto; aqui, ele chega em um modelo de entrada.
2. Bateria tipo moeda CR2032
Nada de procurar assistência: quando a carga acabar, basta substituir a pilha ― a mesma usada em placas-mãe e controles de portão. Segundo a Xiaomi, a autonomia pode passar de um ano, variando com a intensidade de uso.
3. Botão multifunção
AirTags não têm botões físicos. A Xiaomi colocou um, permitindo tocar o smartphone perdido (mesmo no silencioso) ou automatizar cenas na casa inteligente Mi Home, como apagar luzes ao sair de casa.
4. Ecossistema aberto
• Funciona nativamente com a rede do Google, então qualquer Android moderno pode localizar o tag.
• Há suporte via aplicativo para iOS, ainda que com limitações de background tracking impostas pela Apple.
• Diferente das SmartTags da Samsung, não exige celular da mesma marca para liberar todos os recursos.
Comparativo rápido: Xiaomi Tag vs. AirTag vs. Galaxy SmartTag2
Preço sugerido (Europa): €17,99 (Xiaomi) | €39 (Apple) | €39,99 (Samsung)
Rede de localização: Google Find My Device | Apple Find My | Samsung SmartThings Find
UWB: Sim | Sim | Sim (somente modelo+UWB)
Bateria substituível: Sim (CR2032) | Sim (CR2032) | Sim (CR2032)
Compatibilidade ampla: Android e iOS* | iOS | Android / Samsung
*App dedicado no iOS, sem integração ao Apple Find My
Imagem: William R
Como funciona na prática?
Instalou o app, emparelhou, colocou na mochila. Se ela se perder, qualquer celular Android próximo envia a posição de forma criptografada para a nuvem, e você recebe a localização no mapa. Ao chegar perto, o UWB assume o controle: setas e vibrações indicam a direção exata. Para quem pratica esportes ao ar livre, viaja de ônibus ou quer mais tranquilidade em parques, a função faz diferença imediata.
Segurança e privacidade
A rede do Google utiliza criptografia ponta a ponta e identifica rastreamento indesejado. Caso alguém coloque uma Xiaomi Tag (ou qualquer tag compatível) em sua bolsa sem permissão, o Android envia um alerta sonoro e notificação ― recurso semelhante ao que a Apple implementou no iOS.
Preço e disponibilidade
• Unidade avulsa: €17,99 (~R$110)
• Pacote com 4 unidades: €59,99 (~R$370)
A Xiaomi ainda não revelou data de chegada ao Brasil, mas a homologação na Anatel costuma ocorrer poucas semanas após o lançamento europeu. Enquanto isso, importar o modelo pode sair mais barato que concorrentes locais mesmo com frete e taxas moderadas.
Vale a pena ficar de olho?
Se você usa Android e quer se precaver contra perdas de chaves, bicicleta ou bagagem, a Xiaomi Tag surge como a opção com melhor equilíbrio entre preço, precisão e ecossistema aberto. Já para usuários de iPhone, a AirTag ainda se integra de forma mais profunda ao iOS, mas a alternativa da Xiaomi oferece UWB e botão extra por menos da metade do valor. Em um mercado aquecido e cada vez mais interoperável, quem sai ganhando é o consumidor.
Com informações de Hardware.com.br