Se você estava prestes a investir em um MacBook Pro com chip M4, talvez seja hora de segurar o cartão. Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, a Apple prepara o lançamento dos primeiros MacBook Pro equipados com os novos processadores M5 Pro e M5 Max para a semana de 2 de março de 2026, coincidentemente junto da distribuição do macOS 26.3. O cronograma reforça o padrão da empresa de alinhar grandes atualizações de hardware e software, garantindo que os novos recursos do sistema operacional cheguem a tempo de explorar todo o poder de fogo dos chips de próxima geração.
Por que março e não janeiro?
Rumores anteriores apostavam em um anúncio no início do ano, mas a Apple teria calibrado o calendário para março a fim de garantir estoques globais e, sobretudo, soft-launch do macOS 26.3 sem gargalos. Um sinal claro da transição é a escassez de modelos com M4 no varejo norte-americano e europeu, algo semelhante ao que ocorreu antes da chegada do M3.
M5 Pro e M5 Max: o que esperar dos novos chips?
Embora a Apple ainda não tenha divulgado especificações oficiais, fontes da cadeia de suprimentos indicam:
- Nó de 2 nm da TSMC, prometendo cerca de 20 % mais eficiência energética em relação ao M4 (3 nm).
- Arquitetura híbrida refinada com até 14 + 4 núcleos de CPU (alto desempenho + eficiência) no M5 Pro e 18 + 6 núcleos no M5 Max.
- GPU com rastreamento de raios acelerado por hardware, abrindo espaço para jogos AAA recém-portados para macOS.
- Motor Neural (Neural Engine) de 32 núcleos para workflows de IA generativa e edição de vídeo automatizada no Final Cut Pro.
Em benchmarks internos vazados, o M5 Max teria superado o M4 Max em até 30 % no teste multi-thread do Geekbench e reduzido o consumo em cargas sustentadas de render 3D graças a um sistema de dissipação aprimorado.
Comparativo rápido: M5 Max vs. concorrência
• Intel Core Ultra 9 288H (Meteor Lake): ainda lidera em clock bruto, mas perde na relação desempenho/watt.
• AMD Ryzen 9 9900HX (Zen 5): excelente em multithread, mas sem aceleração de IA dedicada tão ampla.
• Apple M5 Max: foco em eficiência, GPU integrada robusta e integração total com macOS – ideal para quem vive no ecossistema Apple.
Linha de lançamento: não só o MacBook Pro
O boletim Power On reforça que a janela de março pode trazer mais novidades:
Imagem: Internet
- MacBook Air M5: mesma arquitetura, porém sem ventoinhas, mirando estudantes e home office.
- Mac Studio com M5 Max e M5 Ultra: workstations compactas para estúdios de vídeo e designers 3D.
- Novo Studio Display com HDR, 90 Hz/120 Hz e vidro nano-texturizado, fechando o ecossistema profissional.
O que isso muda para o seu dia a dia?
Para o criador de conteúdo, a promessa é edições 8K em tempo real e exportações até 40 % mais rápidas. Para desenvolvedores, compilações Xcode devem ganhar minutos de folga por dia — tempo que se converte em dinheiro. E, para quem joga no Mac, títulos como Resident Evil Village ou Baldur’s Gate 3 podem finalmente rodar em 1440p com taxas de quadros estáveis sem GPU externa.
Vislumbre do futuro: redesign e tela OLED em 2026?
Analistas de mercado apontam que, no fim de 2026, a Apple deve dar um passo além com um MacBook Pro totalmente redesenhado, corpo mais fino, display OLED sensível ao toque e, claro, a estreia da família de chips M6. Por ora, a prioridade é consolidar a linha M5 e garantir uma migração suave para o macOS 26.3 no ambiente corporativo e criativo.
Se a história servir de guia, convém acompanhar de perto os estoques das revendas parceiras –, uma eventual queima de M4 pode aparecer muito em breve.
Com informações de Mundo Conectado