A Alphabet, holding que controla o Google, acaba de registrar um feito histórico: a receita anual ultrapassou os US$ 400 bilhões em 2025, algo inédito nos 25 anos de trajetória da companhia. O salto — puxado por inteligência artificial, nuvem e vídeo — sinaliza como o ecossistema Google está se tornando cada vez mais onipresente, dos data centers cheios de GPUs da NVIDIA aos smartphones Android que você carrega no bolso.
O que mudou para o Google chegar lá?
No quarto trimestre, o Google anotou US$ 113,8 bilhões em receita, 18 % a mais que no mesmo período de 2024. O lucro líquido bateu impressionantes US$ 34,46 bilhões. Segundo o CEO Sundar Pichai, a virada foi o lançamento do Gemini 3, o modelo de IA que disputa espaço com o GPT-4 da OpenAI e roda tanto em servidores quanto, em versões compactas, no próprio celular.
IA para todos os lados — inclusive nos seus jogos
Os números mostram que o Google não quer apenas concorrer com chatbots: ele pretende colocar IA em tudo. A busca recebeu o AI Mode, que já dobra o volume de consultas diárias. Para o usuário gamer, isso significa resultados cada vez mais personalizados — imagine tutoriais de speedrun para aquele lançamento AAA aparecendo na primeira consulta, sem garimpo.
Nos bastidores, essa mágica roda em uma enorme fazenda de chips: a Alphabet confirma parcerias pesadas com a NVIDIA (a favorita das placas de vídeo para gamers no Amazon Brasil) e o desenvolvimento de TPUs próprias. Quem monta PC sabe: mais demanda corporativa por GPUs topo de linha tende a manter produtos como a RTX 4090 disputados — e, por tabela, derruba o preço de séries anteriores, ótima notícia para quem busca upgrade custo-benefício.
YouTube, o “Netflix” que também paga as contas do Google
US$ 60 bilhões de receita anual misturam anúncios e assinaturas do YouTube, que segue líder de streaming nos EUA há quase três anos, segundo a Nielsen. O segmento de 325 milhões de assinantes pagos, puxado por YouTube Premium e Google One, mostra por que o Google aposta em planos familiares e integração de serviços na nuvem. Se você usa o YouTube para acompanhar reviews de headsets gamer ou tutoriais de overclock, prepare-se: a plataforma vai receber ainda mais recursos de IA para legendas multilíngues e sumários instantâneos.
Google Cloud vira caixa-forte da IA corporativa
Com US$ 17,66 bilhões no último trimestre, a nuvem do Google cresce 48 % ano a ano. O combustível? Empresas correndo para treinar modelos generativos. Isso pressiona a produção de hardware especializado, o que deve aumentar a oferta de servidores baseados em AMD EPYC e Intel Xeon — ótimos temas para futuros comparativos de processadores aqui no blog.
Line-up de hardware próprio: Pixel 10 promete IA embarcada
No segmento que inclui Play Store e dispositivos, a receita somou US$ 13,58 bilhões. Pichai confirmou a série Pixel 10 e Pixel 10a com integração nativa ao Gemini 3. Espera-se um salto no processamento de linguagem on-device, algo que pode inspirar fabricantes de notebooks e tablets a adotar NPUs dedicadas — fique de olho em eventuais promoções de laptops com Intel Core Ultra ou AMD Ryzen AI no marketplace da Amazon.
Imagem: Internet
Investimento recorde para manter a liderança
A Alphabet planeja gastar até US$ 185 bilhões em 2026, especialmente em infraestrutura de IA. Isso envolve clusters de GPUs H100/H200, redes InfiniBand e fontes de energia renovável. Quem acompanha o mercado de fonte modular ou de nobreak sabe que data centers costumam antecipar tendências de eficiência que, depois, chegam aos PCs domésticos.
Waymo ainda no vermelho, mas ultrapassa 20 milhões de corridas
A divisão Other Bets perdeu US$ 3,6 bilhões no trimestre. Ainda assim, o braço de carros autônomos Waymo ampliou cobertura para novas cidades e bateu 20 milhões de viagens 100 % sem motorista. A longo prazo, essas experiências em visão computacional e sensores LIDAR podem abastecer a próxima geração de dispositivos domésticos inteligentes — como câmeras de segurança mais precisas, um nicho em alta na Amazon.
Por que isso interessa a você?
Para o consumidor final, o recorde de receita da Alphabet não é só um número astronômico: é um termômetro de onde a indústria de tecnologia está colocando dinheiro. A escalada de IA pressiona a cadeia de GPUs, acelera o lançamento de smartphones com NPU dedicada e incentiva novos serviços baseados em assinatura. Se você pretende trocar de placa de vídeo, comprar um teclado mecânico pronto para macros de IA ou assinar um plano de nuvem para backup de jogos, o movimento do Google indica que 2026 será um ano de inovações (e ofertas) mais intensas.
Em resumo, os US$ 400 bilhões da Alphabet não são apenas vitória financeira: são o combustível que deve ditar o ritmo da inteligência artificial em dispositivos, serviços e até nos periféricos que você vai ver em destaque aqui no blog.
Com informações de Mundo Conectado