A espera por uma Siri verdadeiramente inteligente pode finalmente ter data para acabar. Segundo fontes próximas ao projeto ouvidas pela Bloomberg, a Apple planeja liberar já em fevereiro uma versão beta do assistente virtual alimentada por modelos da família Google Gemini, com lançamento estável previsto para março ou, no mais tardar, abril. O passo seguinte virá na WWDC 2025, quando a empresa deve revelar um upgrade ainda mais ambicioso integrado ao iOS 27.
O que muda na prática?
Hoje a Siri é percebida como um “atalho de voz” limitado: responde a comandos simples, agenda compromissos e controla dispositivos HomeKit, mas tropeça em conversas mais complexas. A parceria com o Gemini — considerado um dos modelos de linguagem mais avançados do mercado — promete transformar a assistente em um chatbot contextual, capaz de:
- Manter diálogos encadeados, lembrando de perguntas anteriores;
- Resumir e-mails ou documentos longos direto no iPhone ou Mac;
- Gerar textos curtos – como descrições de vídeos ou posts para redes sociais – sem recorrer a apps de terceiros;
- Fornecer recomendações personalizadas com base em localização, histórico e preferências salvas no iCloud.
iOS 26.4: beta em fevereiro, lançamento até abril
A Apple trabalha na compilação iOS 26.4, que chegará primeiro aos desenvolvedores e beta testers na segunda quinzena de fevereiro. Será a estreia pública do “Siri Next”. Se o cronograma não escorregar, a atualização final pousa nos iPhones compatíveis (modelos XS/SE 2 em diante) entre março e abril.
WWDC: o grande salto para o iOS 27
Em junho, durante a tradicional Conferência Mundial de Desenvolvedores, a Apple deve oficializar um Siri ainda mais robusto dentro do iOS 27. A expectativa é que o assistente passe a executar tarefas locais — sintetizar voz, traduzir em tempo real e até gerar imagens — usando os Apple Silicon mais recentes.
Por que a Apple recorreu ao Google?
Fontes internas relatam que os laboratórios da Apple enfrentaram gargalos para treinar seu próprio modelo de linguagem em escala. Enquanto isso, rivais como ChatGPT (OpenAI) e Copilot (Microsoft) ganharam terreno rapidamente. Ao licenciar o Gemini, a Apple:
- Reduz o atraso de mercado e entrega algo competitivo em meses, em vez de anos;
- Mantém o foco em privacidade: mesmo usando tecnologia Google, o processamento sensível deverá ocorrer no dispositivo, aproveitando o Neural Engine presente em chips A16, M2 e superiores;
- Cumpre expectativas de usuários corporativos; 73% dos CIOs já utilizam Macs em projetos de IA, aponta a Jamf.
Impacto para quem joga, produz conteúdo ou trabalha no dia a dia
• Gamer mobile: chat de voz com NPCs, criação de táticas rápidas ou resumo de guias complexos durante a partida.
• Produtor de conteúdo: geração de roteiros curtos, sugestões de thumbnails e até edição de texto em apps nativos.
• Profissional de escritório: triagem de e-mails, criação de rascunhos de relatórios e análise de planilhas via comando de voz.
Imagem: Jny Evans
Riscos e expectativas
A recepção ao iOS 26 foi morna, muito por conta da interface “Liquid Glass” que dividiu opiniões. Se a Siri renovada não impressionar, críticos podem classificar o lançamento como um novo “Apple Maps” — lembrando o fiasco de 2012. Em contrapartida, um sucesso estrondoso pode pavimentar o caminho de vendas para a futura linha iPhone 17, Macs M4 e até um possível HomePod 2 focado em IA, produtos bastante procurados no varejo on-line.
Conclusão: Fevereiro marcará o início do que pode ser a maior transformação da Siri desde seu lançamento em 2011. Se a combinação Apple + Google Gemini entregar conversas naturais, aplicativos mais inteligentes e respeito à privacidade, a gigante de Cupertino tem tudo para reconquistar usuários antes prestes a migrar para plataformas rivais.
Com informações de Computerworld