A disputa pelo usuário de smartphone – e pela banda larga que faz streaming, jogos em nuvem e videoconferências acontecerem sem travamentos – ganhou um novo capítulo em 2025. Segundo o mais recente Relatório de Monitoramento da Competição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Claro adicionou 2,5 milhões de novos acessos móveis no ano, mais que o dobro da soma de Vivo (691,6 mil) e TIM (434,8 mil). Na prática, a operadora da América Móvil virou o principal para-raio do crescimento no 5G brasileiro e reacendeu o debate sobre quem oferece a melhor experiência para games, streaming 4K e hotspot residencial.
Por que a Claro disparou?
Um dos motores apontados por analistas de mercado é a estratégia agressiva em planos 5G ilimitados (ou com franquias acima de 200 GB), atrelados a benefícios como assinatura de serviços de streaming e navegação sem descontar apps de redes sociais. Para o usuário que pensa em um upgrade de smartphone compatível – caso do best-seller Galaxy S23 FE ou do iPhone 15, ambos já listados na Amazon Brasil – a troca de operadora ficou mais sedutora.
Comparativo de crescimento em 2025
• Claro – +2,5 mi de acessos
• Vivo – +0,69 mi de acessos
• TIM – +0,43 mi de acessos
Mesmo somadas, Vivo e TIM não alcançam o volume da Claro. O market share total ainda é liderado pela Vivo (38 %), mas a Claro encurta a distância e fecha 2025 com 33,1 %. A TIM permanece com 23,1 %.
Trimestre morno aponta mudança de foco
No último trimestre de 2025, todas as grandes viram o ritmo esfriar: a Claro adicionou “apenas” 146,9 mil linhas (ante 825 mil no 3º tri), a Vivo cresceu 136,8 mil e a TIM perdeu 85,8 mil. Para a Anatel, o sinal é claro: a guerra por quantidade de chips dá lugar à busca por rentabilidade, qualidade de rede e serviços digitais. Isso inclui usar o 5G como banda larga fixa em regiões onde a fibra ainda não chegou – ótimo para quem quer um roteador Wi-Fi 6/6E de alto desempenho, como os modelos Archer AX73 ou TP-Link Deco X55 vistos com frequência entre os mais vendidos da Amazon.
O que muda para quem joga, faz streaming ou trabalha de casa?
• Menos latência: redes 5G bem dimensionadas reduzem o ping em games competitivos e permitem cloud gaming fluido em serviços como Xbox Cloud Gaming ou GeForce NOW.
• Mais banda para streaming 4K/8K: planos com franquias robustas ou ilimitadas permitem maratonas em Dolby Vision sem baixar qualidade.
• Upload turbinado: ideal para quem trabalha com arquivos pesados ou faz lives em plataformas como Twitch e YouTube.
Imagem: William R
Pequenas operadoras entram no radar
Embora discretas, as operadoras de nicho avançaram 0,5 ponto percentual em 2025. A tendência é positiva para o consumidor: mais concorrência = ofertas melhores. Se você pensa em usar um roteador portátil 5G para viagens ou transformar seu notebook gamer em estação de trabalho móvel, vale acompanhar tarifas de provedores regionais.
O panorama de 2026: 5G Standalone e IoT
Para o próximo ano, especialistas esperam a popularização de redes 5G SA (Standalone), com ainda mais velocidade e latência menor. Isso deve impulsionar gadgets de Internet das Coisas – como câmeras de segurança inteligentes, relógios fitness e sensores domésticos já disponíveis na Amazon – e reforçar a necessidade de planos que deem conta do aumento no tráfego.
No fim das contas, a Claro sai de 2025 como a operadora que melhor capitalizou o hype do 5G. Mas a Vivo continua com a maior base geral, e a TIM promete voltar ao jogo com foco em cobertura de cidades médias. Para quem pensa em trocar de smartphone, roteador ou simplesmente buscar a melhor conexão para games e streaming, 2026 promete ser um ano de ofertas cada vez mais agressivas.
Com informações de Hardware.com.br