Uma pesquisa global recém-divulgada pela Randstad acendeu o sinal amarelo entre os mais jovens: 80% dos trabalhadores acreditam que a Inteligência Artificial (IA) irá transformar suas tarefas diárias. A preocupação é ainda maior na Geração Z, enquanto os baby boomers se sentem mais seguros e até otimistas em relação à rápida automação de processos.
Panorama global: ansiedade entre funcionários, otimismo entre patrões
O estudo — que ouviu 27 mil funcionários e 1.225 empregadores em 35 países, além de analisar mais de 3 milhões de anúncios de vagas — revela um “fosso de otimismo”:
- 95% dos empregadores apostam em crescimento econômico em 2024.
- Apenas 51% dos trabalhadores compartilham esse entusiasmo.
Quase metade dos entrevistados teme que a IA beneficie mais as empresas do que os profissionais. Em números, vagas que exigem skills de “agente de IA” — como criação de prompts, automação via ChatGPT ou gerenciamento de bots — dispararam 1.587% em relação ao ano anterior.
Por que a Geração Z está mais preocupada?
Nascidos num mundo já digital, os Gen Zers são os primeiros a vivenciar a entrada maciça de IA no escritório: chatbots de suporte, geração de relatórios automatizados e ferramentas de código assistido. A insegurança vem do receio de que tarefas de entrada — exatamente as que costumam iniciar a carreira — possam ser substituídas por algoritmos.
Habilidades em alta: do prompt engineering à ciência de dados
Para se manter relevante, o levantamento destaca cinco competências que vêm ganhando espaço nos anúncios de emprego:
- Prompt Engineering — estruturação de comandos para chatbots generativos.
- Automação de Processos Robóticos (RPA).
- Python e bibliotecas de IA (TensorFlow, PyTorch).
- Análise de dados avançada com IA assistiva.
- Segurança cibernética voltada a modelos de IA.
Dominar esses tópicos é decisivo não apenas para programadores, mas também para designers, analistas de marketing e criadores de conteúdo.
Imagem: Viktor Erikss
Impacto prático: do escritório ao home office gamer
Seja em corporações ou em setups caseiros, a IA exige estrutura de hardware condizente. GPUs como NVIDIA GeForce RTX 4060 e AMD Radeon RX 7700 XT aceleram inferências locais, reduzindo custos de nuvem. Já teclados mecânicos com switches lineares e mouses de alta precisão ajudam a manter a produtividade em quem alterna entre programação e jogos — setores onde Gen Z costuma investir.
Como se preparar (antes que a vaga mude de nome)
- Aprenda IA na prática: projetos de código aberto, cursos rápidos e certificações focadas em ferramentas generativas.
- Atualize o setup: mais RAM e uma placa de vídeo com núcleos Tensor ou equivalentes podem acelerar o aprendizado e até gerar renda com freelas de IA.
- Desenvolva soft skills: criatividade, comunicação e ética em IA são diferenciais que algoritmos ainda não replicam.
No fim das contas, a pesquisa da Randstad não é um presságio de desemprego em massa, mas um aviso claro: os profissionais que aliarem conhecimento em IA a um ecossistema de hardware eficiente sairão na frente. Para a Geração Z, vale olhar essas métricas como bússola e transformar a ansiedade em ação.
Com informações de Computerworld