Faltando poucos meses para soprar as velinhas dos 30 anos da franquia, a Capcom mostrou porque Resident Evil Requiem pode se tornar o capítulo mais ambicioso desde a virada iniciada por RE7. Em um showcase de 12 minutos, o estúdio revelou novidades que misturam o horror psicológico de antigamente com a ação frenética popularizada em Resident Evil 4 – tudo temperado por escolhas de design pensadas para a geração PlayStation 5, Xbox Series X│S, Switch 2 e PC.
Data de lançamento e plataformas
Marque no calendário: 27 de fevereiro de 2026. O jogo desembarca simultaneamente nas lojas digitais da Sony, Microsoft, Nintendo e PC (Steam, Epic Games Store e GeForce NOW). A promessa de lançamento multiplataforma no “day one” sinaliza que a Capcom quer que a comemoração dos 30 anos seja global e sem barreiras.
Dois protagonistas, duas experiências de terror
A campanha de Resident Evil Requiem é dividida quase meio a meio entre Grace Ashcroft e o veterano Leon S. Kennedy. A ideia vai além de alternar pontos de vista: cada personagem propõe um gameplay próprio.
- Grace Ashcroft: foco em stealth, exploração lenta e vulnerabilidade física que lembra o clima sufocante de Alien: Isolation. Ótimo para quem sente falta de noites mal dormidas após RE7.
- Leon S. Kennedy: ritmo mais dinâmico, com direito a chutes acrobáticos, uso do cenário como arma e referência direta ao DNA de ação de RE4 Remake.
Na prática, o jogador alterna entre tensão máxima e catarse, fórmula pensada para manter a adrenalina alta sem deixar o horror psicológico se tornar rotina.
Câmera livre: primeira ou terceira pessoa a qualquer momento
Uma das decisões de design mais pedidas pela comunidade finalmente chegou: a possibilidade de alternar entre primeira e terceira pessoa em tempo real. Diferentemente dos mods improvisados de PC, a Capcom investiu em animações exclusivas para cada perspectiva, garantindo que o jogo pareça nativo em ambas.
Para quem tem histórico de enjoo com câmera em primeira pessoa, a troca instantânea promete alívio sem perder imersão. Já entusiastas de PCs e consoles premium devem aproveitar a oportunidade para testar os modos gráficos: espere ray tracing, DLSS/FSR e taxas de quadros mais altas em terceira pessoa, graças ao enquadramento mais amplo.
IA dos inimigos reage às suas decisões
Esqueça os zumbis que ficam esperando sua mira estabilizar. Em Requiem, a Capcom inclui um sistema de “comportamentos herdados” que altera a reação das criaturas conforme sua postura. Se o jogador for agressivo com Leon, prepare-se para flancos e ataques em grupo; já com Grace, espere perseguições sufocantes em corredores estreitos.
A mecânica pretende quebrar a memorização de padrões — um dos pontos mais criticados em Resident Evil Village — e deve exigir upgrades constantes no seu arsenal. Uma boa desculpa para quem cogita investir em um headset de áudio espacial ou em um mouse com botões extras para trocar rapidamente de arma e item.
Crafting com sangue: risco convertido em recurso
Requiem introduz o uso de sangue infectado dos inimigos como matéria-prima para criação de munição especializada, itens de cura e upgrades de personagem. A lógica é simples: quanto mais você se expõe, maior o retorno em recursos, mas também a chance de morrer.
Para o PC gamer, significa gerenciar slots de inventário e atalhos de teclado com inteligência. Nos consoles, vale ficar de olho em periféricos que ofereçam botões personalizáveis, como os controles “pro” que já começam a aparecer em promoção nos marketplaces.
Imagem: William R
Modo clássico com Ink Ribbon para quem sente saudade do Memory Card
A Capcom chamou a atenção dos veteranos ao confirmar um modo de dificuldade “raiz” que resgata o sistema de salvamento limitado por Ink Ribbon. Nada de checkpoints automáticos: você decide se arrisca avançar mais alguns metros ou se gasta aquela fita preciosa para salvar o progresso.
Além do fator nostalgia, a escassez de munição e de itens de cura aumenta drasticamente no modo clássico. Jogadores que pretendem encarar o desafio podem considerar upgrades de hardware que diminuam tempos de carregamento (como um SSD NVMe Gen 4) e ofereçam transição rápida entre tentativas.
O que esperar em termos de requisitos de hardware?
Embora a Capcom ainda não tenha divulgado a tabela oficial de exigências para PC, desenvolvedores próximos ao RE Engine citam que o motor gráfico atualizado deve escalar bem em GPUs modernas, mas também pretende explorar o ray tracing em tempo real. Se você mira 144 FPS em 1440p, uma NVIDIA RTX 4070 Super ou uma Radeon RX 7800 XT provavelmente entram no radar. Para 4K com tudo no máximo, a conversa sobe de patamar para placas como RTX 4080 Super.
Nos consoles, o estúdio promete dois modos gráficos já tradicionais:
- Qualidade: 4K dinâmico a 30 FPS com ray tracing;
- Performance: 60 FPS estáveis em resolução variável (geralmente 1440p-4K dependendo da cena).
Por que isso importa para você?
Com câmera híbrida, IA adaptativa e crafting que valoriza cada bala, Resident Evil Requiem sinaliza uma evolução de design pensada para a atual geração de hardware. Se você estava adiando aquele upgrade no PC ou trocando de controle, o nono capítulo da série oferece uma vitrine prática para colocar os novos componentes à prova — seja pela imersão gráfica, seja pela precisão necessária nos combates.
No fim das contas, Requiem não é apenas “mais um Resident Evil”; é o jogo que define como a Capcom quer entrar na quarta década da franquia: respeitando o passado, mas sem abrir mão das inovações que fazem o terror seguir pulsando.
Com informações de Hardware.com.br