A aproximação de Resident Evil 9: Requiem reacende uma pergunta que intriga veteranos e novatos da franquia da Capcom: por que a série se chama Resident Evil no Ocidente, se no Japão o título oficial sempre foi Biohazard? A resposta envolve um conflito de marcas nos Estados Unidos, uma banda de hardcore de Nova York e um concurso interno que, quase por acaso, batizou um dos maiores ícones dos videogames.
O marketing pegou o bonde andando em 1994
No fim de 1994, a Capcom já havia iniciado a pré-divulgação do primeiro jogo para o PlayStation. O plano era simples: lançar Biohazard mundialmente para capitalizar o hype dos filmes de zumbis dos anos 90. Só que duas pedras apareceram no caminho:
- Um game de MS-DOS recém-lançado nos EUA já atendia pelo nome Bio Hazard.
- A banda hardcore Biohazard, fundada no Brooklyn em 1987, possuía registro no Escritório de Patentes e Marcas norte-americano.
A Capcom até cogitou brigar nos tribunais, mas o custo — e o atraso — inviabilizariam o lançamento. Foi então que o chefe de marketing da divisão americana propôs um “concurso relâmpago” entre os funcionários: quem sugerisse o melhor nome ganharia não apenas fama eterna nos créditos, mas também manteria o cronograma intacto.
Como nasceu Resident Evil
Entre dezenas de sugestões, Resident Evil saiu vitorioso por uma razão simples: entregava em duas palavras a ambientação (uma mansão isolada) e a ameaça (o mal que mora ali). O trocadilho foi tão certeiro que conquistou Shinji Mikami, diretor do jogo, e a matriz japonesa — mesmo com parte do time de comunicação achando o nome “cafona”.
Outros rebrands (e o que a Capcom fez diferente)
Mudar nomes entre Oriente e Ocidente não é novidade na indústria:
- The Evil Within chegou ao Japão como Psycho Break.
- Yakuza virou Like a Dragon para se alinhar ao título japonês Ryu Ga Gotoku.
A Capcom, porém, nunca tentou unificar as duas identidades. O resultado é uma dualidade que se transformou em charme de marca: Biohazard/Resident Evil. Tanto que em Resident Evil 7: Biohazard (e no inverso japonês) as duas nomenclaturas aparecem lado a lado — fan-service puro.
Por que isso importa para o gamer de hoje?
Além da curiosidade histórica, o nome Resident Evil moldou toda a estratégia de marketing do gênero survival horror. Jogos que vieram depois passaram a buscar títulos igualmente impactantes para se destacar em lojas físicas e digitais. E há um efeito colateral prático: colecionadores que importam edições japonesas precisam ficar atentos à dupla identidade para não comprar o jogo errado.
Imagem: William R
Impacto no seu setup: prepare o PC para o futuro da franquia
Com Resident Evil 9 no horizonte e as versões recentes da série adotando ray tracing, áudio espacial e texturas 4K, vale checar se o seu hardware está à altura. A Capcom tem otimizado a RE Engine para placas como a NVIDIA GeForce RTX 4060 e processadores AMD Ryzen 5 5600X, que entregam frame rates elevados e iluminação realista sem comprometer o bolso do entusiasta. Se você pensa em revisitar a trilogia de remakes ou encarar a próxima horda de zumbis, considere atualizar GPU, CPU e, claro, um bom headset com suporte a áudio 3D para não perder nenhum gemido no corredor.
Qual nome vence: Biohazard ou Resident Evil?
Enquetes recentes no Reddit mostram que a maioria dos fãs ocidentais prefere Resident Evil pela sonoridade inconfundível. Já quem jogou as versões japonesas defende Biohazard por coerência temática — afinal, a trama gira em torno de armas biológicas. No fim das contas, ambos coexistem em paz, provando que um contratempo jurídico pode, sim, virar golpe de sorte.
Qual dos dois nomes você coloca na prateleira de favoritos? Compartilhe nos comentários — e fique de olho: Requiem promete mais sustos, mais história… e possivelmente mais discussões sobre branding.
Com informações de Hardware.com.br