Quem olha para o céu na noite desta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, encontra uma Lua Minguante com apenas 13% de iluminação. Em contagem regressiva, faltam três dias para a Lua Nova, marcada para 18/01 às 16h51 (horário de Brasília). A baixa luminosidade é um prato cheio para quem gosta de astrofotografia ou simplesmente quer observar as estrelas sem o “ofuscamento” do disco lunar.
Calendário lunar de janeiro de 2026
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirma as transições do ciclo atual:
- Lua Cheia: 3/01 às 07h02
- Lua Minguante: 10/01 às 12h48
- Lua Nova: 18/01 às 16h51
- Lua Crescente: 26/01 à 01h47
Cada lunação dura, em média, 29,5 dias. Após a Lua Nova, o satélite “cresce” até a próxima cheia e, depois, mingua novamente, completando o ciclo.
Por que a Lua Minguante é ótima para observação do céu?
Com menos luz refletida, o brilho da Lua interfere muito pouco na visualização de objetos de céu profundo, como nebulosas e galáxias. Para quem fotografa, isso significa céu mais escuro, contraste maior e a possibilidade de capturar detalhes que normalmente seriam mascarados.
Equipamentos que fazem diferença
Quer aproveitar a fase escura para registrar o céu? Veja como escolher o gadget certo e quais especificações observar:
• Tripés estáveis: vibração é inimiga de exposições longas. Opte por modelos de fibra de carbono ou alumínio reforçado, com cabeça ball head e capacidade de carga acima de 5 kg. Tripés dobráveis, em torno de 1,3 kg, cabem na mochila sem sacrificar estabilidade.
• Câmeras e sensores: mirrorless com sensor APS-C ou full frame entregam melhor performance em ISO alto (ISO 3200 a 12800) e ruído reduzido. Modelos recentes trazem processadores de imagem que aplicam redução de ruído em tempo real, útil na captura de vias lácteas.
• Lentes claras (f/1.4 – f/2.8): quanto maior a abertura, mais luz entra no sensor, permitindo tempos de exposição menores e estrelas mais nítidas. Uma lente grande-angular 14-24 mm f/2.8 é curinga para panoramas celestes.
• Adaptadores para smartphone: se o celular é o seu estúdio portátil, busque kits com clip-lenses telefoto 10x ou 20x, filtros UV e macro. O modo RAW presente em topos de linha Android e iPhone facilita ajustes na pós-edição.
Imagem: Shutterstock
• Telescópios compactos: refratores de 70 mm a 90 mm já permitem ver crateras, Júpiter e seus satélites. Se a ideia é fotografar via acoplamento de câmera (astrofotografia prime focus), confira se o modelo possui suporte T-Ring universal.
Smartphones: modo astro em evolução
Top de linha como o Samsung Galaxy S25 FE e o iPhone 17 ganharam modo Astro dedicado, que empilha dezenas de exposições para reduzir ruído e realçar estrelas. A inteligência embarcada detecta a fase lunar automaticamente e ajusta o balanço de branco para tons mais naturais.
Dica rápida de configuração
• Exposição: 15 s a 30 s (dependendo da rotação da Terra e da distância focal)
• ISO: entre 800 e 3200 para câmeras; até 1600 em smartphones para evitar granulação
• Foco: manual no infinito (∞) ou via assistente de foco estelar, presente em alguns modelos mirrorless
• Disparo remoto ou temporizador de 5 s para evitar tremores
O que esperar da Lua Nova de 18/01
Na Lua Nova, o satélite deixa de refletir luz na direção da Terra, tornando-se praticamente invisível. É o momento ideal para capturar a Via Láctea em toda a sua extensão ou caçar chuva de meteoros. Prepare o set-up low-light com antecedência para não perder o curto intervalo em que o céu estará mais escuro.
Com o calendário em mãos e o equipamento certo, você estará pronto para transformar a próxima noite sem Lua em um verdadeiro estúdio a céu aberto.
Com informações de Olhar Digital