A DJI acaba de oficializar o DJI RS5, novo gimbal profissional que combina algoritmos de inteligência artificial, ergonomia refinada e carregamento ultrarrápido para atender cinegrafistas, criadores de conteúdo e equipes de produção enxutas. O lançamento mira quem utiliza câmeras mirrorless de até 3 kg e quer resultados de cinema sem depender de uma equipe inteira de foco e assistência.
Principais destaques do DJI RS5
- ActiveTrack de 5ª geração: rastreia pessoas, veículos ou animais a até 10 m de distância diretamente pelo touchscreen.
- Carregamento PD 45 W: 0 % a 100 % de bateria em apenas 1 h, com autonomia estendida para 14 h.
- Torque 50 % maior: motores mais fortes para cenas de alta velocidade e lentes pesadas.
- Electronic Briefcase Handle: novo punho lateral com joystick e botões que simplificam movimentos em ângulos baixos.
- Indicador de Eixo Z: feedback visual que facilita o balanceamento, mesmo para iniciantes.
O que mudou em relação ao RS4 e concorrentes
A capacidade de carga continua em 3 kg, número que cobre setups populares como Sony FX3 + lente 24–70 mm ou Canon R5 Mark II + 24–105 mm. A evolução real está no motor 50 % mais potente, que entrega suavidade extra em corridas, takes embarcados em carros e travellings rápidos—cenários em que o Zhiyun Crane 4, por exemplo, perde fôlego antes.
Na ergonomia, o RS5 herda o design modular da linha Ronin, mas o novo Briefcase Handle eletrônico coloca todos os controles na empunhadura lateral, evitando o “malabarismo” comum em gimbals de geração anterior. Isso facilita captar planos rasantes ou subir escadas sem tocar no corpo principal.
IA para reduzir a equipe no set
O ActiveTrack passa a ser acionado por toque ou gestos e ganhou identificação de sujeitos em movimento rápido. Na prática, um videomaker solo consegue alternar do close no rosto para um plano americano sem que o foco se perca durante um vlog ou um review de produto. Para quem grava eventos, o rastreio de veículos e animais amplia as possibilidades de B-roll sem um operador dedicado de foco.
Mais produtividade com recarga relâmpago
O novo punho de bateria BG70 usa células Li-Po 4S de 2 150 mAh e suporte a Power Delivery 45 W via USB-C. Resultado: 14 h de autonomia—15 % a mais que o RS4—e recarga completa em 60 min. Em um set documental, significa passar o almoço carregando o equipamento e voltar à captura sem power bank ou baterias extras.
Ficha técnica resumida
- Peso do gimbal (com placas): 1,46 kg
- Carga útil testada: 3 kg
- Alcance mecânico: pan 360 °, tilt –112 ° a +214 °, roll –95 ° a +240 °
- Bluetooth: 5.0, agora também compatível com câmeras Panasonic e Fujifilm selecionadas
- Temperatura de operação: –20 °C a 45 °C
- Tela: touchscreen para seleção de objeto e ajustes rápidos
Preço e disponibilidade
No mercado asiático, o DJI RS5 chegou por HK$ 3 399—cerca de R$ 2 450 na conversão direta, sem impostos. A DJI confirma distribuição gradual para Europa e América do Norte e, posteriormente, América Latina. No Brasil, a expectativa é de lançamento oficial ainda no primeiro semestre, sujeito à homologação da Anatel e à tradicional variação de preço por impostos e logística.
Imagem: Internet
Vale a pena esperar pelo RS5?
Para quem já usa o RS3 ou RS4 e busca mais autonomia, torque e recursos de IA, o upgrade faz sentido—especialmente se você grava sozinho ou em equipes reduzidas. Criadores que priorizam portabilidade extrema podem considerar o DJI RS3 Mini, mas perderão a recarga de 1 h e o motor turbinado. Já se o foco é suportar câmeras de cinema compactas acima de 3 kg, talvez seja melhor olhar para o DJI RS4 Pro ou alternativas de 4 kg de carga útil.
Em resumo, o RS5 se posiciona como a opção “custo-benefício premium” para mirrorless atuais, oferecendo recursos antes restritos a rigs maiores, agora em um corpo de 1,46 kg e com inteligência artificial embarcada.
Com informações de Mundo Conectado