O estudo anual da Counterpoint Research acaba de confirmar um ponto de virada no mercado móvel: em 2025, os embarques globais de smartphones cresceram 2%, e a Apple ficou no topo com 20% das vendas — o maior domínio da marca desde 2019. O desempenho avassalador do iPhone 17 ajudou a empresa a abrir vantagem sobre a Samsung, que terminou o ano com 19% graças à popular linha Galaxy A. Mas o relatório traz um alerta para 2026: uma possível escassez de memória, impulsionada pela corrida da inteligência artificial, pode encolher o mercado em 2,1% e encarecer modelos de todas as faixas de preço.
Por que o iPhone 17 virou o jogo para a Apple
As remessas de iPhones subiram 10% em 2025, o maior salto entre os cinco principais fabricantes. O iPhone 17 chegou com chipset A19 Bionic, tela ProMotion de 120 Hz em todos os modelos e câmeras com zoom tetraprisma — recursos que fizeram brilhar os olhos de quem segura o mesmo aparelho desde a pandemia.
Curiosamente, o iPhone 16 continuou a vender forte em mercados como Japão e Índia. Isso indica que o novo flagship não canibalizou totalmente a geração anterior, oferecendo uma escada de preço que mantém usuários dentro do ecossistema iOS.
Samsung aposta em estratégia “dupla” e mantém quase o mesmo fôlego
Com 19% de participação, a Samsung mostrou que sua receita segue funcionando: empurra volume com a série Galaxy A, mas captura margens melhores com os dobráveis Galaxy Fold 7 e o topo de linha Galaxy S25. Quem procura experiências premium de Android sem abrir mão de fones Bluetooth grátis ou bônus de trade-in encontra valor nesses produtos — algo que a Apple raramente oferece em seus lançamentos.
Marcas chinesas lutam pelo meio da tabela
Entre as chinesas, Xiaomi estacionou em 13%, mas segue forte na América Latina graças aos preços agressivos e MIUI cada vez mais limpa. Vivo chegou a 8% apostando em um upgrade gradual de specs — mais ênfase em câmeras premium e recarga de 120 W. Já a Oppo caiu 4%, mas a incorporação da Realme pode redesenhar o ranking em 2026 ao somar 11% de share.
Nothing e Google: crescimento de dois dígitos fora do top 5
A Nothing viu suas vendas dispararem 31% com o Phone (3) e esteticismo transparente, enquanto o Google Pixel avançou 25% após a adoção de recursos de IA generativa embarcados no chip Tensor G4. Para quem curte Android “limpo” e câmeras que rivalizam com DSLRs, a linha Pixel finalmente ganhou tração fora dos EUA — inclusive no Brasil via importação.
Escassez de memória em 2026: como isso afeta seu bolso
O boom de IA generativa está sugando chips DRAM e NAND para data centers, o que pode deixar as linhas de montagem de smartphones no modo contagem regressiva. Segundo a Counterpoint, os embarques devem cair 2,1% em 2026. Apple e Samsung, que negociam contratos de longo prazo, tendem a absorver melhor a alta de custos, mas fabricantes menores podem reduzir especificações ou elevar preços.
Imagem: William R
Para o consumidor, o recado é claro: quem planeja trocar de celular em 2026 talvez veja menos promoções agressivas. Se você mira um upgrade para jogar com ray tracing móvel ou experimentar recursos de IA on-device, acompanhar a evolução dos estoques de memória será quase tão importante quanto comparar câmeras ou duração de bateria.
O que esperar na próxima temporada de lançamentos
No curto prazo, o foco dos fabricantes será otimizar consumo energético e integrar motores de IA que rodem localmente — exigindo mais RAM e armazenamento rápido. A Apple deve responder com um A20 Bionic neural ainda mais potente, enquanto a Samsung já trabalha em chiplets Exynos voltados para IA generativa. Xiaomi, Vivo e Oppo provavelmente buscarão parcerias com a MediaTek para equilibrar custo e desempenho.
Se a previsão de escassez se confirmar, modelos com 8 GB de RAM podem virar o novo “mínimo aceitável” em vez dos 12 GB que se tornaram comuns na categoria premium em 2025. Quem joga títulos competitivos como Call of Duty Mobile ou Genshin Impact deve ficar atento a esses cortes sutis de especificação.
Em resumo, 2025 consolidou o iPhone 17 como o smartphone mais cobiçado do planeta e mostrou que a Samsung ainda tem fôlego para rivalizar. Mas, à medida que a IA esquenta a corrida por componentes, 2026 promete ser um ano de decisões estratégicas — tanto para gigantes da indústria quanto para o consumidor que quer renovar seu dispositivo sem estourar o orçamento.
Com informações de Hardware.com.br