Imagine trocar a lição de casa por treinos diários que começam antes do nascer do sol e se estendem até o fim da noite. É exatamente isso que o jovem japonês Tarou, de apenas 12 anos, acaba de fazer. Com o apoio incondicional dos pais, ele abandonou o ensino regular para dedicar 14 horas por dia a Fortnite, mirando nada menos que uma vaga na Fortnite World Cup, o maior palco competitivo do battle royale da Epic Games.
Por que sair da escola aos 12 anos?
Tarou empunha um controle desde os três anos de idade. Aos sete, já duelava com profissionais em partidas ranqueadas, um feito raro até mesmo para adultos. Em 2020, criou um canal nas redes sociais que cresceu organicamente graças ao gameplay de alto nível. Agora, em entrevista, o garoto revelou o cálculo que o levou a escolher o caminho radical:
“Os melhores jogadores da Ásia treinam entre 10 e 12 horas diárias, durante cinco ou seis anos. Se eu quiser alcançá-los, não posso treinar menos.”
Pais veem esporte eletrônico como profissão
Para o pai de Tarou, o cenário não difere muito de outras modalidades de alto rendimento: “Um atleta tradicional treina cerca de 5 h por dia; no e-sport, é possível chegar a 13 h ou 14 h sem desgaste físico extremo. A escola consumiria energia vital para o treino focado que ele precisa”, argumenta.
Depois de um ano de reuniões, a escola concordou com a saída do aluno. Embora o Japão exija nove anos de educação obrigatória, existem brechas legais para carreiras artísticas ou esportivas — e a família estuda completar a grade via homeschooling no futuro.
Exemplo que veio do Ocidente
O caso lembra o britânico Benjy “Benjyfishy” Fish, que abandonou a escola aos 15 anos em 2019 e virou referência global. Seis anos depois, Benjy acumula contratos milionários e migrou para Valorant, provando que a aposta pode render — ainda que exija disciplina ferrenha.
14 horas de treino cabem numa rotina?
Fora das câmeras, a preparação vai além do jogo:
Imagem: William R
- Condicionamento físico leve para evitar lesões por esforço repetitivo.
- Dietas balanceadas para sustentar longos períodos de concentração.
- Revisão de VODs (vídeos de partidas) para análise tática — um “dever de casa” tão importante quanto acertar a mira.
Hardware de ponta faz diferença
Embora talento seja o fator número um, o equipamento certo reduz milissegundos cruciais nas construções e “edits” que decidem a vitória em Fortnite. No setup de Tarou (revelado rapidamente em stream) não faltam:
- Monitor 240 Hz para resposta instantânea;
- Mouse ultraleve com menos de 60 g e sensor de 26.000 DPI;
- Teclado mecânico 60% com switches lineares silenciosos;
- Placa de vídeo GeForce RTX série 40 — vital para manter +240 fps constantes;
- Headset com áudio espacial para ouvir passos e direções de tiro.
Para quem sonha em seguir o mesmo caminho, atualizar periféricos pode ser o primeiro passo antes das 14 horas diárias de treinamento.
O que essa decisão ensina ao público brasileiro?
A indústria global de e-sports deve ultrapassar US$ 1,6 bilhão em 2024, segundo a Newzoo. Grandes organizações buscam talentos cada vez mais jovens — inclusive no Brasil, onde Free Fire, Valorant e Fortnite lideram as premiações. Porém, especialistas alertam: largar a escola é exceção extrema, não regra. Carreira competitiva tem prazo de validade curto, e poucos conseguem contratos estáveis de longo prazo.
Para a maioria, equilibrar estudos, treinos e upgrades de hardware continua sendo o caminho mais seguro. Ainda assim, histórias como a de Tarou mostram que os e-sports já rivalizam com esportes tradicionais em dedicação, estrutura e — potencialmente — retorno financeiro.
Com informações de Hardware.com.br