A Samsung colocou o pé no acelerador da inteligência artificial: a companhia pretende **dobrar** a quantidade de dispositivos móveis equipados com o Galaxy AI até 2026, saltando de 400 milhões para 800 milhões de unidades, segundo revelou o co-CEO T.M. Roh à agência Reuters. A estratégia não mira apenas smartphones topo de linha; ela abrange tablets, TVs e até eletrodomésticos da linha SmartThings, formando um ecossistema unificado de recursos baseados em IA.
O que exatamente é o Galaxy AI?
Lançado com a família Galaxy S24, o Galaxy AI combina o modelo Gemini, do Google, a algoritmos proprietários da Samsung e a assistente Bixby. Funções como tradução de chamadas em tempo real, edição generativa de fotos e resumos inteligentes de páginas web processam parte das tarefas na nuvem e parte diretamente no chip — graças às NPUs embutidas nos SoCs Snapdragon 8 Gen 3 e Exynos 2400.
Benefícios práticos: jogos, câmera e rotina de trabalho
• Para gamers: a IA do Galaxy otimiza taxas de quadros e consumo energético em tempo real, algo que pode representar preciosas horas extras de bateria em títulos como Genshin Impact.
• Para fotógrafos móveis: o recurso de Best Take analisa múltiplos cliques e escolhe a melhor expressão facial, enquanto o Super HDR aplica mapeamento de tons inteligente, reduzindo ruído em cenas noturnas.
• Para produtividade: transcrever reuniões no Samsung Notes ficou mais preciso, com identificação automática de vozes e criação de resumos prontos para colar em docs ou e-mails.
Por que a Samsung pisa fundo agora?
Depois de ver a Apple retomar a liderança em vendas globais de smartphones em 2023, a Samsung enxerga nos recursos de IA uma forma de se diferenciar rapidamente. T.M. Roh afirmou que, “embora a IA pareça tímida hoje, em seis a doze meses ela será onipresente”. Para o consumidor, isso significa que mesmo modelos intermediários — como futuros Galaxy A — podem herdar as funções antes restritas aos flagships.
Comparativo rápido: Samsung x concorrentes
• Apple: rumores apontam que o iOS 18 trará geração de texto e imagem on-device, mas ainda sem previsão oficial de integração total ao ecossistema.
• Google: o Pixel 8 já oferece recursos como Magic Editor, porém a base instalada é muito menor que a da Samsung.
• Xiaomi e OPPO: começaram a anunciar IA generativa em modelos selecionados, mas sem a meta agressiva de 800 milhões de dispositivos.
Imagem: Viktor Erikss
O que esperar nos próximos lançamentos
A linha Galaxy Z Fold 6/Flip 6, prevista para o segundo semestre, deve vir de fábrica com a versão 2.0 do Galaxy AI, possivelmente incorporando modelos Gemini Nano totalmente offline. Quem busca um novo smartphone, tablet ou monitor gamer em 2024 já pode considerar esse roadmap na hora de comparar especificações e longevidade.
No relógio da Samsung, a contagem regressiva para 2026 já começou. Para o usuário final, o resultado promete ser uma experiência mais fluida — seja para ranquear melhor nas partidas competitivas, capturar fotos profissionais ou simplesmente ganhar tempo no dia a dia.
Com informações de Computerworld