A Fender acaba de levar para o palco da CES 2026 algo bem diferente de suas icônicas guitarras: o Fender Mix, primeiro fone de ouvido sem fio da marca. O modelo chega com duas promessas que podem mexer com o mercado dominado por Sony, Bose e Apple: bateria substituível pelo usuário e até 100 horas de autonomia.
Por que a Fender decidiu entrar no mercado de fones premium?
Além de fortalecer o nome “Fender Audio”, a estratégia dialoga diretamente com quem já investe em guitarras, pedais e amplificadores da empresa. Esse público valoriza longevidade e manutenção simples — justamente o oposto da tendência de descartabilidade que vemos em muitos wearables. Ao apostar em modularidade, a Fender tenta repetir nos fones o sucesso que obteve vendendo peças de reposição para instrumentos musicais ao longo de décadas.
Design modular: reparo em minutos, não em dias
Enquanto concorrentes como Apple AirPods Max e Sony WH-1000XM6 usam cola e parafusos escondidos, o Mix emprega encaixes rápidos. Arco, almofadas e bateria podem ser trocados sem assistência técnica.
Basta retirar a almofada direita para acessar o compartimento de energia. No outro lado, um espaço magnético guarda o dongle USB-C 2,4 GHz incluso — ótimo para quem quer áudio lossless e latência baixíssima em PCs, consoles ou smartphones sem Bluetooth de última geração.
Som de estúdio, foco em games e produção musical
Os drivers de grafeno de 40 mm prometem reprodução limpa em 96 kHz/24 bit no Lossless Mode. Já o Low Latency Mode reduz a latência a menos de 20 ms, recurso valioso para quem joga FPS competitivos ou edita vídeo em tempo real. Completa o pacote o Auracast, que espelha o áudio para vários dispositivos simultaneamente — ideal para dividir a playlist ou monitorar uma sessão de gravação coletiva.
Autonomia que coloca concorrentes no bolso
Com o cancelamento ativo de ruído (ANC) desligado, o Mix roda por até 100 h. Mesmo com ANC ligado, são 52 h — quase o dobro das ~30 h declaradas pela Sony no WH-1000XM6 e bem acima das 20 h do AirPods Max. Em casos de urgência, 15 min na tomada entregam 8 h (ANC ligado) ou 14 h (ANC off), graças ao carregamento rápido via USB-C.
Ficha técnica do Fender Mix
Drivers: 40 mm em grafeno
Cancelamento de ruído: ANC híbrido + ENC em chamadas
Autonomia: 100 h (ANC off) / 52 h (ANC on)
Fast charge: 15 min = até 14 h
Conectividade: Bluetooth 5.3, dongle USB-C 2,4 GHz, cabo 3,5 mm
Codecs: SBC, AAC, LC3, LHDC
Modos especiais: Lossless 96 kHz, Low Latency <20 ms, Auracast
Cores: Olympic White, Skyscraper Black
Preço EUA: US$ 299,99 (≈ R$ 1.750 em conversão direta)
Imagem: Internet
Vale ficar de olho quando o Mix chegar ao Brasil
Se a Fender mantiver o posicionamento agressivo de preço, o Mix pode virar a recomendação “custo-benefício premium” — especialmente para quem procura fone over-ear para gaming, home studio ou simplesmente longas maratonas de playlists no trabalho. A possibilidade de trocar a bateria em casa estende o ciclo de vida do produto e reduz o risco de virar lixo eletrônico precocemente, um diferencial que fortalece o discurso de sustentabilidade e atrai consumidores conscientes.
Ainda não há data oficial de lançamento para o mercado brasileiro, mas, considerando o histórico da Fender, podemos esperar pré-venda em grandes varejistas e, claro, listagem na Amazon logo após a homologação pela Anatel.
Enquanto aguardamos reviews aprofundados para medir o ANC frente a rivais como Bose QuietComfort Ultra, o recado da Fender é claro: fone premium não precisa ser sinônimo de produto descartável — e seu bolso (e o planeta) agradecem.
Com informações de Mundo Conectado