A Apple estaria nos ajustes finais para lançar o primeiro MacBook com modem 5G embutido ainda em 2024, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg e confirmadas pela Macworld. Se o rumor se concretizar, poderemos ver a mesma liberdade de conexão já presente no iPhone e no iPad desembarcar nos notebooks da marca — e isso traz implicações diretas para quem trabalha, estuda ou joga fora de casa.
Por que agora faz sentido apostar em 5G nos Macs?
Até pouco tempo, equipar um notebook com conectividade celular elevava consideravelmente o preço final. A Apple dependia da Qualcomm para o fornecimento de modems, o que aumentava custos e restringia o controle sobre o hardware. Com o desenvolvimento de modems 5G proprietários — produzidos na mesma linha dos processadores Apple Silicon — o cenário mudou:
- Menor custo de produção: sem taxas de licenciamento externas, a Apple pode integrar o modem sem repassar um aumento drástico ao consumidor.
- Integração total: processador (M-series), modem, Wi-Fi 6E e Bluetooth são otimizados em um único “pacote” de hardware e software, reduzindo consumo de energia.
- 5G Network Slicing: a tecnologia já suportada no iPhone permite criar “fatias” de rede dedicadas e mais seguras — ideal para empresas com redes 5G privadas.
Ganhos práticos: do home office ao streaming 4K
Se você costuma usar o celular como hotspot, sabe que a prática consome bateria rapidamente e nem sempre garante estabilidade. Com um MacBook 5G, as vantagens são imediatas:
- Conexão sempre disponível: fim da caça ao Wi-Fi de cafeterias ou aeroportos lotados.
- Mais segurança: tráfego encriptado direto na rede móvel dispensa redes públicas vulneráveis.
- Transferência de grandes arquivos: enviar vídeos em 4K para a nuvem ou baixar atualizações de jogos fica menos limitado por largura de banda.
- Autonomia para o iPhone: nada de drenar a bateria do smartphone enquanto faz tethering.
E a concorrência, como reage?
No ecossistema Windows, modelos como o Lenovo ThinkPad X13s e o Dell Latitude 9440 já oferecem versões com 5G. A diferença é que esses notebooks rodam chips Qualcomm Snapdragon ou Intel, cujo consumo de energia em 5G costuma ser maior. Se a Apple replicar a eficiência que vemos nos iPads com LTE/5G — onde o ganho de mobilidade vem sem penalizar a bateria — ela pode estabelecer um novo padrão de mercado.
Impacto para gamers e criadores de conteúdo
Embora a latência do 5G ainda não alcance os níveis de uma fibra dedicada, os avanços com 5G SA (Standalone) já reduzem os pings a patamares aceitáveis para jogos competitivos casuais. Para streamers, a largura de banda extra é um prato cheio para transmissões em 1080p ou 4K sem travamentos, sobretudo em regiões onde o Wi-Fi é saturado.
Empresas estão de olho
De acordo com a consultoria 6GWorld, 45% das empresas da Fortune 500 já distribuem notebooks com conectividade celular aos funcionários — número que era de 28% em 2022. Com a Apple ganhando terreno no setor corporativo, oferecer um MacBook 5G como opção BTO (“Build To Order”) parece questão de tempo.
Imagem: Jny Evans
Vale esperar para comprar?
Se você troca de notebook a cada três ou quatro anos, faz sentido aguardar os próximos anúncios da Apple — tradicionalmente em junho (WWDC) ou setembro. Usuários que dependem de mobilidade e segurança terão um ganho real com o 5G integrado. Já quem passa a maior parte do tempo em um setup fixo, com Wi-Fi 6 ou cabeado, talvez não sinta falta da novidade e pode aproveitar ofertas de modelos M2 ou M3 já no mercado.
Independentemente do timing, a tendência é clara: notebooks “sempre conectados” deixarão de ser nicho e passarão a item de série, tal como aconteceu com GPS em smartphones. E quando a Apple entra em um segmento, o restante da indústria costuma acelerar.
Com informações de Computerworld