Depois de quatro gerações estagnado nos 5.000 mAh, o modelo mais premium da Samsung pode finalmente dar um salto em autonomia. Vazamentos de linha de produção indicam que o futuro Galaxy S26 Ultra sairá de fábrica com uma bateria de 5.200 mAh. O acréscimo de “apenas” 200 mAh parece discreto, mas sinaliza duas viradas estratégicas: foco renovado em tempo de tela (algo que pesa na hora de escolher um topo de linha) e disposição da Samsung em escapar de limitações regulatórias norte-americanas.
Por que 200 mAh fazem diferença?
Uma bateria maior, ainda que em pequena escala, costuma render:
- Até 1 h extra de streaming de vídeo em 5G;
- Cerca de 10% a mais de tempo no modo de jogo com taxa de 120 Hz;
- Maior folga para os atuais recursos de IA generativa embarcados no One UI.
Na prática, pode ser a margem que separa um dia inteiro fora da tomada de uma corrida antecipada pelo carregador.
Como o S26 Ultra se posiciona frente aos rivais chineses
Xiaomi 14 Ultra (5.300 mAh) e Vivo X100 Pro (5.400 mAh) já ultrapassaram a casa dos 5.000 mAh, e a realme deve chegar aos 5.400 mAh em 2025. O movimento da Samsung, portanto, é um passo para reduzir a diferença de autonomia que vinha pesando nas comparações — especialmente para quem joga ou grava vídeos em 4K.
Galaxy A07 5G ensaia 6.000 mAh — laboratório vivo para os topos de linha?
Pelo sistema de homologação brasileiro, o futuro Galaxy A07 5G terá 6.000 mAh. Colocar uma bateria tão robusta num aparelho de entrada sugere que a Samsung testa, em mercados específicos, soluções de múltiplas células ou novos empilhamentos de íons de lítio. Se a experiência agradar, os 6.000 mAh podem migrar para a linha Ultra em 2027.
Nova GPU própria: mais frames e IA fluida
Paralelo à bateria, a Samsung desenvolve uma arquitetura gráfica proprietária para os processadores Exynos. A estreia está prevista para o Exynos 2800, aguardado em 2027. Hoje, a empresa licencia a micro-arquitetura RDNA da AMD, usada no Exynos 2400. Com um design 100% interno, a marca passará a:
- Controlar totalmente o pipeline gráfico, otimizando Android, One UI e apps de câmera;
- Extrair mais performance em ray tracing móvel, ponto em que o Snapdragon 8 Gen 3 ainda leva vantagem;
- Consumir menos energia ao rodar modelos de IA localmente, algo que deve se intensificar nos próximos Galaxy AI.
O plano vai além dos smartphones: óculos XR, centrais multimídia automotivas e até robôs humanoides estão no radar.
Imagem: Internet
Quando esperar essas novidades?
O Galaxy S26 Ultra deve ser anunciado no primeiro trimestre de 2026. Até lá, o S25 Ultra — previsto para 2025 — tende a manter 5.000 mAh e a GPU RDNA. Para quem precisa trocar de celular antes, vale ficar de olho em modelos com 5.300 mAh ou mais, como o Xiaomi 14 Ultra, já disponível no Brasil via marketplace.
Se a Samsung confirmar os 5.200 mAh, é provável que vejamos também avanços em carregamento rápido. Rumores apontam testes internos com 65 W, superando os 45 W atuais. Dessa forma, a marca se aproximaria dos 80-120 W usados por concorrentes chineses, encurtando o tempo de recarga para cerca de 30 min.
Em resumo, a adição de 200 mAh no Galaxy S26 Ultra é mais do que um número: é um sinal de que a gigante sul-coreana está disposta a recuperar terreno em autonomia e performance gráfica — dois critérios decisivos na hora de colocar um novo smartphone no carrinho de compras.
Com informações de Mundo Conectado