O próximo flagship da Xiaomi ainda nem foi apresentado oficialmente, mas já tomou conta das manchetes. Um suposto prototype do Xiaomi 17 Ultra apareceu no banco de dados do Geekbench e, com ele, surgiram números que superam com folga os atuais campeões de performance. Equipado com o recém-anunciado Snapdragon 8 Gen 5, o aparelho marcou 3.559 pontos em single-core e 10.854 em multi-core, estabelecendo um novo patamar entre os smartphones Android.
Por dentro dos números: salto real ou marketing?
Para entender o impacto, vale lembrar que o Snapdragon 8 Gen 3 — presente em modelos como Galaxy S24 Ultra e Xiaomi 14 — gira na casa dos 2.300/7.300 pontos no mesmo teste. Em outras palavras, o 17 Ultra promete ganhos de quase 50 % em single-core e 48 % em multi-core. Quem joga FPS competitivo no mobile ou edita vídeos em 4 K direto no celular tende a sentir esses avanços na prática, com maior estabilidade de quadros, renderização mais rápida e menor aquecimento.
Snapdragon 8 Gen 5: o que há de novo?
Fabricado em processo de 3 nm de segunda geração, o chip traz núcleos Oryon V3 Phoenix de até 4,6 GHz, nova GPU Adreno 840 e NPU dedicada para IA generativa on-device. A Qualcomm fala em:
- +35 % de desempenho gráfico
- +40 % em eficiência energética
- Processamento local de modelos com até 10 B de parâmetros — útil para tradução simultânea, edição de fotos com IA e chatbots offline
No cotidiano, isso se traduz em fotos noturnas mais limpas, carregamento instantâneo de texturas em jogos AAA e redução no consumo de bateria mesmo com a tela em 120 Hz.
Hardware que sustenta a potência
O protótipo flagrado carregava 12 GB de RAM LPDDR5X e armazenamento UFS 4.1 de até 1 TB. A combinação evita gargalos na abertura de apps pesados, edição de vídeo 8 K e gravação RAW. A Xiaomi também manteve a aposta em uma bateria de 6.800 mAh com carregamento de 100 W por fio e 80 W sem fio, números que colocam o aparelho à frente de rivais da Samsung e da Apple no quesito autonomia + velocidade de recarga.
Tela LTPO AMOLED de 3.500 nits: brilho recorde
Outro destaque é o painel de 6,82″ LTPO AMOLED com 3.500 nits de pico, taxa de atualização variável de 1–120 Hz e suporte a Dolby Vision. Para quem consome streaming ou joga ao ar livre, isso significa visibilidade incomparável mesmo sob sol forte.
Câmeras Leica: agora com telefoto periscópica de 200 MP
A parceria com a Leica segue firme, entregando um setup triplo:
- Principal de 50 MP (sensor 1″)
- Ultrawide de 50 MP
- Periscópio de 200 MP com zoom óptico contínuo de 3–4,3×
Somado aos recursos de IA do Gen 5, o 17 Ultra promete zoom lossless em 8 K, modo retrato aprimorado e gravações em Dolby Vision 10-bit sem pós-processamento pesado.
Imagem: Internet
HyperOS 3 com Android 16: integração total
Rodando o novo HyperOS 3, baseado no Android 16, o smartphone deve entregar animações mais fluidas, multitarefa agressiva e sincronia direta com tablets, wearables e TVs da marca. A Xiaomi diz ter reescrito o gerenciador de processos para manter jogos em segundo plano por até 72 h sem recarregá-los — excelente para quem alterna entre redes sociais e partidas online.
Comparativo rápido: Xiaomi 16 Ultra vs. 17 Ultra
Processador: Snapdragon 8 Gen 3 → Gen 5 (+~45 %)
Bateria: 5.500 mAh → 6.800 mAh (+24 %)
Carregamento sem fio: 50 W → 80 W (+60 %)
Brilho de tela: 2.600 nits → 3.500 nits (+35 %)
Telefoto: 50 MP fixos → 200 MP com zoom contínuo
Se você ficou balançado pelo 16 Ultra no início do ano, talvez valha a pena aguardar o lançamento global do 17 Ultra em 2026 — especialmente se fotografia avançada, bateria gigante e performance sustentada estão no topo da sua lista de prioridades.
Quando chega e quanto deve custar?
A Xiaomi confirmou um evento na China para o fim de dezembro. Historicamente, a marca leva de três a quatro meses para iniciar a distribuição global, então a janela mais provável é o primeiro trimestre de 2026. Analistas do mercado asiático estimam preço inicial de ¥ 5.999 (cerca de US$ 849), o que o colocaria na mesma faixa dos próximos Galaxy S25 Ultra e iPhone 17 Pro — mas com fichas técnicas mais agressivas em RAM, recarga e câmeras.
No mundo dos smartphones inteligentes, cada geração traz ganhos incrementais. O Xiaomi 17 Ultra, porém, parece sinalizar um salto mais expressivo, unindo o melhor da Qualcomm em 3 nm a um pacote de hardware que mira usuários extremamente exigentes. Se os números do Geekbench se confirmarem em testes independentes, estamos diante de um forte candidato ao título de Android mais potente de 2026.
Com informações de Mundo Conectado