Se você estava contando os dias para testar o Gemini – o novo assistente turbinado por IA generativa do Google – no seu celular Android, vai precisar esperar um pouco mais. A própria empresa admitiu, em sua página de suporte, que a migração total do Google Assistant para o Gemini “está levando mais tempo do que o previsto” e só deve acontecer ao longo do próximo ano.
Por que a troca está atrasada?
De acordo com o site Engadget, o principal gargalo é o consumo de recursos. Enquanto o Google Assistant roda confortavelmente até em aparelhos de entrada, o Gemini exige pelo menos 2 GB de memória RAM para entregar respostas rápidas e contextuais. Pode parecer pouco comparado aos smartphones intermediários (que já trazem 4 GB ou 6 GB), mas é um impeditivo direto para modelos mais antigos ou básicos que ainda circulam no mercado brasileiro.
Além disso, o Gemini processa modelos linguísticos de última geração, como o Gemini 1.5 Flash, mais velozes, porém, ainda assim, mais pesados que o conjunto de algoritmos que movimenta o antigo Assistant.
O que o Gemini traz de novo?
O upgrade não se resume a “respostas simpáticas”. Segundo o Google, o Gemini deverá:
- Compreender melhor contexto de apps abertos, mensagens recebidas e conteúdo na tela, ampliando a utilidade de comandos por voz;
- Gerar resumos de PDFs, artigos e até reuniões em tempo real, economizando toques e minutos preciosos;
- Integrar-se de forma nativa ao Chrome, permitindo criações de textos, descrições de produtos e notas em questão de segundos;
- Trazer suporte a Gemini Gems, “bots” personalizáveis para tarefas específicas, do estudo de linguagens de programação a playlists para treinos na academia.
Em outras palavras, o foco é entregar uma experiência de IA multimodal, capaz de combinar texto, imagens e comandos de voz com mais naturalidade – algo que rivais como a Alexa, da Amazon, e a Siri, da Apple, ainda não oferecem de forma plena no mobile.
Impacto para quem tem smartphone básico
Se o seu aparelho possui pouco espaço de armazenamento e menos de 2 GB de RAM, a notícia é agridoce. Você continuará com o velho conhecido Google Assistant, que já responde a comandos do dia a dia, controla casas inteligentes e integra-se a serviços populares. Por outro lado, não terá acesso imediato às novas funções de IA generativa sem uma possível atualização de hardware.
Imagem: Mikael Markander
Para quem cogita comprar ou trocar de celular em 2024, vale ficar atento às especificações. Modelos com 4 GB de RAM ou mais praticamente garantem compatibilidade com o Gemini e devem oferecer melhor autonomia de bateria, já que o software poderá otimizar processos em segundo plano.
Quando a mudança deve acontecer?
O Google não cravou uma data, mas fontes internas sinalizam que o rollout será faseado ao longo de 2024, começando por dispositivos Pixel e depois chegando a parceiros como Samsung, Motorola, Xiaomi e Realme. Desenvolvedores inscritos no beta do Android 15 deverão ser os primeiros a experimentar a transição total.
Resumo rápido: O Assistant não vai desaparecer da noite para o dia, mas o Google prepara terreno para um assistente mais poderoso – e exigente em termos de hardware. Se você busca longevidade para seu próximo smartphone ou PC, considere processadores mais recentes e, pelo menos, 4 GB de memória RAM.
Com informações de Computerworld