Os próximos meses prometem ser agitados para quem acompanha o mercado de hardware móvel. Dois processadores ainda não anunciados pela Intel, o Core Ultra 5 335 e o Core Ultra 5 325, surgiram no banco de dados do Geekbench, revelando especificações que colocam essas CPUs como a porta de entrada da arquitetura Panther Lake. Embora a estreia oficial deva ocorrer apenas na CES 2026, os números vazados oferecem pistas valiosas sobre o que esperar dos futuros notebooks ultrafinos e, principalmente, sobre o salto de desempenho em relação às gerações atuais.
O que dizem os testes vazados
Ambos os benchmarks foram registrados em um Dynabook X83, indicando que os fabricantes de laptops já realizam testes internos. Os dois chips contam com oito núcleos divididos em dois clusters de quatro — sendo quatro de performance (P-Cores) e quatro de baixo consumo (LP-Cores). Curiosamente, os tradicionais núcleos de eficiência (E-Cores) não aparecem nesta configuração, sinalizando que a Intel pode apostar em apenas dois tipos de núcleo para simplificar a linha de entrada.
- Core Ultra 5 335 – base de 2,2 GHz e boost de 4,567 GHz (≈4,6 GHz).
- Core Ultra 5 325 – base de 2,1 GHz e boost de 4,46 GHz (≈4,5 GHz).
Ambos contam com 12 MB de cache L3, 4 MB a mais que o Core Ultra 5 238V (Meteor Lake), sugerindo ganhos de latência em tarefas que exigem alta troca de dados, como jogos competitivos e softwares de criação.
Por que Panther Lake importa?
Panther Lake sucederá Meteor Lake nos chips “Core Ultra” e deve ser fabricada no avançado processo Intel 18A, o primeiro da empresa com transistores RibbonFET e interconexão traseira PowerVia. Na prática, isso significa maior eficiência energética e espaço térmico para clocks mais altos sem sacrificar a autonomia de bateria – combinação crucial em notebooks premium e modelos gamer finos.
Além disso, a expectativa é de que Panther Lake traga a segunda geração de gráficos integrados Xe 2 “Battlemage” (mesma arquitetura prevista para GPUs dedicadas Arc B-series), suporte nativo a LPDDR5X de alta frequência e um NPU (unidade de processamento neural) atualizado para acelerar IA local – imagine filtros de vídeo em tempo real e transcrições sem drenar a CPU ou a GPU.
Comparativo rápido com Meteor Lake e AMD Strix Point
• Meteor Lake Core Ultra 5 238V: 8C/12T (faz uso de E-Cores), boost típico de 4,4 GHz, 8 MB de L3.
• Panther Lake Core Ultra 5 335: 8C/8T, boost de 4,6 GHz, 12 MB de L3.
• AMD Ryzen Strix Point (esperado): até 12 C (Zen 5), iGPU RDNA 3.5, foco em gaming de baixa potência.
A vantagem imediata dos novos Core Ultra deve aparecer em cargas de trabalho com poucos threads (gaming a 1080p, produtividade leve), graças ao boost mais alto. A AMD, por outro lado, tende a levar vantagem em multitarefa pesada por conta da contagem de núcleos maior. Se você prioriza FPS estável em Counter-Strike 2 ou Valorant e horas longe da tomada, vale ficar de olho nesses Panther Lake.
Como isso afeta os notebooks que chegarão ao Brasil
Historicamente, a Intel posiciona a série “5” como o ponto de equilíbrio entre preço e performance. Em 2026, é provável que vejamos ultrabooks de 14 ” e até modelos 2-em-1 começando com Core Ultra 5 325, enquanto versões gamers mais acessíveis optem pelo 335, emparelhados com GPUs dedicadas de entrada — hoje, por exemplo, a RTX 4050 domina essa faixa.
Imagem: Internet
Para quem está avaliando comprar notebook ainda este ano, os vazamentos funcionam como um termômetro: se a sua necessidade é imediata, modelos atuais com Core Ultra 155H ou Ryzen 7 8845HS continuam excelentes; mas se você pode esperar até o ciclo de volta às aulas de 2026, o salto de eficiência e IA embarcada dos Panther Lake promete ser significativo.
Modelos ainda mais baratos a caminho
Informações extraoficiais citam dois chips de seis núcleos, o Core Ultra 5 332 e o Ultra 5 322, com 2 P-Cores e 4 LP-Cores. Eles devem competir diretamente com os futuros Ryzen 5 e podem inaugurar notebooks abaixo de R$ 4 000 equipados com NPU dedicada — recurso antes restrito a máquinas premium.
Por enquanto, todas as informações permanecem no campo dos vazamentos. A confirmação deverá acontecer na CES 2026, quando a Intel detalhar a linha Panther Lake e, possivelmente, sua estratégia de preços para os primeiros laptops.
Fique ligado: novos testes de desempenho reais, especialmente em aplicativos do dia a dia e jogos populares, serão decisivos para entender se os Core Ultra 5 335 e 325 entregam o melhor custo-benefício ou se a AMD manterá a liderança em produtividade multithread.
Com informações de Adrenaline