Quem espera há anos por um iPhone dobrável precisará de mais um pouco de paciência. Novos vazamentos de Ming-Chi Kuo e do leaker Digital Chat Station indicam que a Apple esbarrou em um problema que nem Samsung, Huawei ou Motorola conseguiram resolver por completo: eliminar o vinco central da tela interna. A solução passa por um material chamado Ultra-Thin Flexible Glass (UFG), mas encontrar a espessura perfeita entre resistência e maleabilidade tem se mostrado um quebra-cabeça de engenharia.
Por que o vinco é tão difícil de sumir?
Quando você abre um dobrável, o ponto em que o painel se curva sofre esforço mecânico contínuo. Se o vidro for grosso demais, não dobra; fino demais, risca ou quebra. A Apple testa múltiplas variações de micrômetros de espessura para encontrar um meio-termo que resista a 200 000 dobras – número considerado ideal para cinco anos de uso intenso.
UFG em detalhes: tecnologia que pode mudar o jogo
O Ultra-Thin Flexible Glass é laminado como um sanduíche de vidro, polímero e camada protetora. A Apple avalia:
- Espessuras de 30 a 50 µm – mais rígido, porém propenso a marcas.
- Espessuras de 10 a 25 µm – menos visível ao olhar, mas suscetível a riscos.
O objetivo é que o usuário quase “esqueça” que há uma junção no meio da tela, algo que, hoje, ainda salta aos olhos em modelos famosos como o Galaxy Z Fold5.
O que a concorrência já fez — e por que ainda não basta
A Samsung domina o segmento e aposta em camadas de PET e vidro de 30 µm. Resultado: vinco discreto, mas existente. A Huawei adotou vidro “quase” plástico nos Pocket, suavizando a dobra, mas sacrificando durabilidade. Mesmo a Motorola, com o Razr 40 Ultra, encara pequenas ondulações com o tempo. Ou seja, ninguém entregou experiência 100 % plana.
Impacto para você: games, streaming e produtividade
Uma tela sem vinco significa:
- Mais imersão em jogos de mundo aberto, sem linhas cortando o mapa.
- Vídeos e streaming sem distorção no centro, ideal para maratonar séries.
- Melhor leitura de PDFs, planilhas ou editores de texto em modo tablet, beneficiando quem usa o celular para trabalho.
Face ID fora, Touch ID lateral dentro?
Prototipagem interna indica que o notch pode desaparecer e o Face ID dar lugar a um Touch ID embutido no botão lateral. É uma forma de liberar espaço no display e acomodar os cabos flexíveis extras exigidos pelo mecanismo de dobra.
Imagem: Internet
Calendário provável de lançamento
• Setembro de 2025: meta atual para o anúncio oficial.
• 2026: primeiro lote comercial, em unidades limitadas.
• 2027: escala em massa, caso o problema do vinco seja resolvido.
O histórico da Apple mostra que a empresa prefere atrasar do que lançar algo com compromisso de experiência. Foi assim com as telas OLED nos iPhones e com os chips ARM nos Macs.
Vale esperar ou partir para um dobrável já disponível?
Se você precisa de um telefone dobrável agora, modelos como Galaxy Z Fold5, Motorola Razr 40 Ultra e Huawei Mate X3 entregam produtividade extra com a possibilidade de virar mini-tablet. Entretanto, quem valoriza acabamento perfeccionista e integração total ao ecossistema iOS pode considerar aguardar — e acompanhar de perto os avanços no UFG.
No fim das contas, o iPhone Fold só chegará quando o vinco não chegar — pelo menos aos olhos do usuário. Até lá, esperamos uma corrida de inovação que deve beneficiar todo o mercado de dobráveis.
Com informações de Mundo Conectado