A Microsoft confirmou que o Microsoft 365 comercial – sucessor do antigo pacote Office – sofrerá um reajuste global de até 33% a partir de 1º de julho de 2026. A mudança afeta diretamente empresas de todos os portes que dependem de Word, Excel, PowerPoint, Teams e, principalmente, dos novos recursos turbinados por inteligência artificial.
Resumo rápido: o que muda nos preços?
Veja como ficam as assinaturas por usuário/mês nos Estados Unidos, valores de referência para o mercado internacional:
- Business Basic: de US$ 6 para US$ 7
- Business Standard: de US$ 12,50 para US$ 14
- Business Premium: mantém US$ 22
- Office 365 E1: mantém US$ 10
- Office 365 E3: de US$ 23 para US$ 26
- Microsoft 365 E3: de US$ 36 para US$ 39
- Microsoft 365 E5: de US$ 57 para US$ 60
- Microsoft 365 F1: de US$ 2,25 para US$ 3
- Microsoft 365 F3: mantém US$ 10
Os valores em reais ainda não foram divulgados, mas a Microsoft já adiantou que pode haver variação cambial regional. No último ajuste, em 2022, o repasse no Brasil chegou alguns meses depois do mercado norte-americano.
Por que a Microsoft está cobrando mais?
Segundo a companhia, mais de 1.100 novos recursos chegaram ao Microsoft 365 só em 2025, muitos ancorados em IA generativa. Destaque para o Copilot, o assistente alimentado por GPT-4 que cria textos, planilhas e apresentações em segundos. A empresa justifica que o pacote ficou mais valioso – mas o Copilot, vale lembrar, continua vendido à parte por US$ 30/mês na maioria dos planos.
Na prática, a Microsoft alinha o preço ao boom de IA no ambiente corporativo, mas também antecipa margem para continuar investindo em segurança e compliance (áreas sensíveis após o aumento de ataques a grandes nuvens em 2024/25).
Impacto na sua operação (e no seu bolso)
Para quem administra licenças em massa, o aumento parece pequeno isoladamente, mas escala rápido em empresas com centenas de usuários. Por exemplo, 300 licenças Business Standard devem ficar em torno de US$ 5.400/ano mais caras após o reajuste.
Empresas que planejam renovar desktops ou notebooks até 2026 precisam considerar o custo extra na verba de TI – principalmente se usarem hardware certificado para IA local, como laptops com processadores Ryzen AI ou Intel Core Ultra, que dialogam melhor com o Copilot.
Imagem: Internet
Vale migrar para o Google Workspace ou suites open source?
Concorrentes diretos como Google Workspace (a partir de US$ 6) e Zoho aumentaram seus investimentos em IA, mas ainda entregam recursos menos integrados a desktops Windows. Já opções open source (OnlyOffice, LibreOffice) têm custo de licença zero, porém exigem mais suporte interno e perdem funcionalidades em colaboração em tempo real.
Checklist para não ser pego de surpresa
- Revise contratos anuais: quem travar preço antes de julho/2026 garante valores atuais até o ciclo de renovação.
- Mapeie usuários que realmente precisam de premium: muitas vezes, funções básicas resolvem 80% dos casos.
- Teste o Copilot em equipes-piloto antes de comprar em escala: o ROI pode justificar (ou não) o gasto extra.
- Otimize infraestrutura: SSDs NVMe e pelo menos 16 GB de RAM em estações de trabalho aceleram recursos de IA local, reduzindo latências.
Próximos passos da Microsoft incluem aprimorar o Copilot, reforçar políticas de segurança zero-trust e adicionar relatórios de ESG no Viva Insights. Tudo isso estará incluso nos planos 2026, mas, por ora, sem custo adicional específico.
Para quem avalia um upgrade de hardware antes do reajuste, vale monitorar promoções na Amazon de periféricos ergonômicos (mouses verticais, teclados mecânicos silenciosos) e monitores ultrawide, que aumentam produtividade em planilhas e dashboards – itens que potencializam ainda mais os avanços do Microsoft 365.
No fim das contas, o aumento é inevitável, mas planejar a migração de dispositivos, negociar licenças em bloco e testar alternativas pode equilibrar o orçamento de TI até lá.
Com informações de TecMundo