A Samsung enfim tirou do papel — ainda que timidamente — o Exynos 2600, primeiro processador da marca fabricado em litografia de 2 nm e cotado para equipar os modelos Galaxy S26 e S26 Plus a partir de fevereiro de 2026. Em um teaser de 30 segundos publicado no YouTube, a gigante sul-coreana reconheceu as críticas de anos anteriores (“em silêncio, nós escutamos”) e prometeu um chip “refinado no núcleo e otimizado em todos os níveis”.
Por que esse teaser importa?
Desde o Exynos 990, usuários reclamam de aquecimento acima da média e consumo elevado de energia em comparação aos equivalentes da Qualcomm e da Apple. O Exynos 2600 surge como a resposta direta da Samsung a esses problemas, trazendo:
- Processo de 2 nm — menor litografia já usada pela empresa, em teoria mais fria e econômica.
- Novo pacote térmico Heat Pass Block (HPB) para dissipar calor de forma mais uniforme.
- Arquitetura deca-core rara em smartphones Android, com foco em multitarefas e IA.
O que já sabemos sobre as especificações
Os detalhes oficiais ainda não foram revelados, mas analistas de mercado e vazadores com bom histórico concordam em vários pontos:
CPU deca-core: um poderoso núcleo Cortex-X Prime (3,55 – 3,8 GHz) para tarefas de pico, três núcleos Cortex-A de alta performance (2,96 GHz) e seis núcleos de eficiência (2,46 GHz). O desenho deve garantir respostas instantâneas em jogos e economia em apps do dia a dia.
GPU Xclipse 960 by AMD: sucessora direta da Xclipse 940, entrega ray tracing em tempo real e pode ser até 75 % mais veloz que o futuro Snapdragon 8 Elite Gen 5, segundo os números preliminares. Na prática, títulos como Genshin Impact ou Diablo Immortal podem rodar em 120 fps com gráficos no máximo.
NPU de sexta geração: saltos de até 6× sobre o Apple A19 Pro em cargas de IA, útil para tradução simultânea de chamadas, geração de imagens via texto e estabilização de vídeo em tempo real.
Eficiência energética: consumo até 59 % menor em comparação aos chips de 3 nm atuais da Apple, graças à litografia de 2 nm e ao design térmico HPB. Tradução: bateria para um dia inteiro de uso intenso ou mais tempo de tela em jogos competitivos.
Benchmarks internos empolgam (mas ainda são números de laboratório)
Estimativas não oficiais apontam de 3.309 a 4.217 pontos no Geekbench 6 (single-core) e de 11.256 a 13.482 (multi-core). Isso representaria até 38 % de ganho em núcleo único e 55 % em múltiplos núcleos contra o Exynos 2500, colocando o 2600 no mesmo patamar — ou ligeiramente acima — dos Apple e dos Snapdragon vindouros.
Impacto direto para quem vai comprar um Galaxy S26
Para o consumidor que troca de smartphone a cada dois ou três anos, o Exynos 2600 pode significar:
Imagem: Internet
- Jogos mais fluidos, com taxa de quadros estável mesmo em títulos pesados.
- Fotos e vídeos processados mais rápido, graças à NPU e ao ISP revisitados.
- Menos tempo na tomada; a dobradinha 2 nm + HPB tende a reduzir o desgaste da bateria ao longo do tempo.
- Preço ligeiramente menor: rumores sugerem diferença de US$ 20 – 30 frente à versão Snapdragon, valor que costuma aparecer em promoções de varejistas como a Amazon Brasil logo após o lançamento.
Comparativo rápido: Exynos 2600 vs. concorrentes
Exynos 2600 x Snapdragon 8 Elite Gen 5
– CPU deve empatar ou ganhar por pequena margem em multi-core.
– GPU promete até 75 % mais desempenho bruto, mas depende de otimizações de drivers.
– Eficiência tende a favorecer a Samsung graças ao processo de 2 nm.
Exynos 2600 x Apple A19 Pro
– Apple segue reinando em single-core, mas o Exynos encurta a distância.
– NPU pode ser 6× superior no papel, útil para recursos de IA local que chegam no Android 16.
– iPhones ainda levam vantagem em ecossistema, enquanto a Samsung aposta em integração com Galaxy Book, Galaxy Tab e wearables.
Quando e onde ele será usado?
A Samsung deve anunciar o Exynos 2600 oficialmente entre o fim deste mês e o início do próximo, mantendo a tradição de revelar o processador cerca de 30 dias antes da nova linha Galaxy S. O chip deve aparecer nos modelos Galaxy S26 e S26 Plus em mercados como Europa e Coreia do Sul. Já o Galaxy S26 Ultra continuará com o Snapdragon — pelo menos até 2027, quando a empresa avalia levar a série Ultra de volta ao Exynos caso o 2600 atenda (ou supere) as expectativas.
E a percepção de mercado?
Mesmo com números animadores, paira o receio após gerações problemáticas como o Exynos 990 e 2200. A inclusão do sistema HPB e a litografia de 2 nm indicam que a Samsung está determinada a virar a página. Caso confirme o salto de desempenho sem esquentar excessivamente, o Exynos 2600 tem tudo para recolocar o nome “Exynos” em pé de igualdade com Qualcomm e Apple — e quem ganha é o consumidor, que poderá escolher entre duas arquiteturas de ponta em um mesmo smartphone.
No fim das contas, o vídeo teaser é apenas a ponta do iceberg. As respostas definitivas chegarão em benchmarks independentes e, claro, no uso diário dos primeiros compradores do Galaxy S26. Até lá, vale ficar de olho: se o Exynos 2600 cumprir o que promete, este pode ser o processador que fará a Samsung recuperar o fôlego no segmento premium — e, quem sabe, baratear um pouco os flagships para quem já está de olho nas futuras ofertas da Amazon.
Com informações de Mundo Conectado