Assassin’s Creed Shadows chega oficialmente ao Nintendo Switch 2 em 2 de dezembro e, pela primeira vez, a série terá uma versão nativa para o sucessor do híbrido mais popular do planeta. A Ubisoft confirmou, porém, que os jogadores terão de se contentar com taxa de 30 FPS, ausência total de Ray Tracing e nível de detalhes reduzido. O estúdio aposta pesado no DLSS da NVIDIA para entregar desempenho estável — uma escolha que diz muito sobre o hardware não anunciado da Nintendo.
Conversão sob medida para o chip NVIDIA do Switch 2
De acordo com fontes da indústria, o Switch 2 deve embarcar um SoC derivado da arquitetura Ampere, possivelmente o chip “T239”, desenvolvido em parceria com a NVIDIA. Essa solução traz suporte nativo ao Deep Learning Super Sampling, tecnologia que reconstrói a imagem em resolução mais alta utilizando IA. Não por acaso, Assassin’s Creed Shadows foi remodelado para recorrer ao DLSS em praticamente todas as cenas, diminuindo a carga sobre a GPU e a largura de banda de memória limitada do portátil.
30 FPS é suficiente? Comparativo rápido com PS5, Xbox Series e PC
Nos consoles de mesa da atual geração (PS5 e Xbox Series X|S) o novo Assassin’s roda a 60 FPS no modo performance, com Ray Tracing opcional no modo qualidade. Em PCs equipados com placas como a GeForce RTX 4060 — placa que já aparece com preço promocional na Amazon — o título alcança 1440p/60 FPS com RT, usando DLSS 3. No Switch 2, a Ubisoft preferiu manter estabilidade e autonomia da bateria, travando o game em 30 FPS tanto no modo portátil quanto no dock.
DLSS no centro da experiência
A remoção do Ray Tracing exigiu que todo o sistema de iluminação global fosse retrabalhado para luzes estáticas. Mesmo assim, o estúdio promete “imagens nítidas” graças ao DLSS no modo Qualidade. A técnica cria uma imagem interna em resolução mais baixa (provavelmente 720p portátil / 900p dock) e reconstrói para 1080p ou 4K, poupando processamento sem sacrificar definição.
Vantagens no modo portátil: HDR, VRR e tela de toque
Jogando sem o dock, o Switch 2 habilita suporte a HDR e VRR (taxa de atualização variável), suavizando quedas de quadros e melhorando contraste. A Ubisoft também adicionou menus sensíveis ao toque, algo inédito na franquia. Já o prometido suporte a mouse e teclado ficará para uma atualização futura, recurso interessante para quem utiliza hubs USB-C com acessórios — segmento cheio de opções com desconto em marketplaces.
DLCs e atualizações: o que vem (e o que fica para depois)
A conversão chega com todos os patches de correção já lançados, porém fica de fora a expansão Claws of Awaji, disponibilizada em setembro nos demais sistemas. O conteúdo extra só deve pintar “em algum momento de 2026”, segundo a publisher.
Imagem: Internet
O que os testes independentes devem mostrar
Os primeiros benchmarks devem aparecer logo após o embargo de reviews. A expectativa é que o Switch 2 repita o sucesso de ports elogiados como Cyberpunk 2077 e Star Wars: Outlaws, que surpreenderam pela otimização agressiva aliada ao DLSS.
Vale a pena esperar pela versão Switch 2?
Se você valoriza mobilidade, autonomia de bateria e quer experimentar Assassin’s Creed Shadows em qualquer lugar, o port do Switch 2 pode cumprir bem o papel. Entretanto, jogadores que priorizam Ray Tracing, 60 FPS e texturas em alta resolução ainda vão encontrar melhor custo-benefício em um PC gamer com placas RTX atuais ou nos consoles de mesa.
No fim das contas, o lançamento reforça que o Switch 2 aposta em IA e upscaling, não em força bruta. Uma estratégia condizente com o histórico da Nintendo, mas que levanta a discussão: até onde o DLSS conseguirá levar a próxima geração de jogos portáteis?
Com informações de Adrenaline