Uma década depois de perder o primeiro lugar para a Samsung, a Apple está prestes a retomar o trono do mercado de smartphones em 2025. Projeções da consultoria Counterpoint Research apontam que a companhia de Cupertino deverá responder por 19,4 % das vendas globais — cerca de 243 milhões de unidades —, superando os 18,7 % estimados para a rival sul-coreana. A virada histórica é puxada principalmente pela linha iPhone 17 e pelo inédito iPhone Air, que ampliaram a procura tanto em mercados maduros como nos emergentes.
Por que o iPhone 17 virou objeto de desejo?
A Apple acertou em cheio ao combinar o novo chip A19 Pro (3 nm), tela OLED de 120 Hz em toda a linha e design ainda mais fino, reduzindo em até 15 % o peso em comparação ao iPhone 16. Esses avanços se convertem em ganhos práticos para o usuário gamer ou criador de conteúdo: tempos de renderização mais curtos, menor aquecimento e autonomia de bateria que, segundo testes preliminares, passa das 24 horas de uso misto.
Outro diferencial é o USB-C de 40 Gb/s, capaz de transferir vídeos ProRes em segundos e recarregar acessórios como fones in-ear e powerbanks com carregamento reverso a 15 W. É um salto notável frente ao iPhone 16 — e um argumento forte contra o Galaxy S24, que ficou limitado a 10 Gb/s na porta Type-C.
O papel do “ciclo de substituição” pós-pandemia
Durante o boom de compras de 2020 e 2021, muitos consumidores investiram em smartphones premium para trabalho remoto e entretenimento. Três a quatro anos depois, esses aparelhos começam a dar sinais de cansaço. A Counterpoint calcula que 358 milhões de iPhones usados foram revendidos de 2023 a meados de 2025, criando uma base robusta de usuários inclinados a atualizar para modelos mais recentes.
Nos Estados Unidos, as vendas do iPhone 17 nas primeiras quatro semanas superaram em 12 % a linha iPhone 16; na China, o salto foi ainda maior, 18 %. A menor tensão comercial entre Washington e Pequim e a recente desvalorização do dólar ajudaram a tornar os aparelhos da Apple mais competitivos em mercados emergentes como Índia, Sudeste Asiático e América Latina.
Samsung sente a pressão onde mais dói
Ao mesmo tempo em que a Apple avança no topo, a Samsung enfrenta competição feroz no segmento de entrada e intermediário. Marcas chinesas — Xiaomi, Honor, realme e Transsion — pressionam com especificações agressivas e preços que a gigante sul-coreana nem sempre consegue igualar. Como consequência, a previsão de crescimento da Samsung para 2025 é de 4,6 %, pouco acima da expansão média do mercado (3,3 %), mas insuficiente para conter o avanço da rival.
No segmento premium, o Galaxy S24 e o vindouro Galaxy S25 (que deve chegar com Snapdragon 8 Gen 4 e câmera de 200 MP) ainda ocupam lugar de destaque, mas o marketing focado em Inteligência Artificial generativa não tem provocado o mesmo efeito “uau” que a Apple obteve ao simplificar a vida do usuário com USB-C universal e mais autonomia de bateria.
Horizonte até 2029: dobrável, acessível e com IA on-device
A Apple planeja manter a dianteira com um mix de inovação e expansão de portfólio. Entre os rumores mais quentes:
Imagem: Internet
- iPhone dobrável (2026) – Tela de 8 pol. e bisagra sem vinco visível, prometendo ser mais fino que o Galaxy Z Fold 6.
- iPhone 17e – Versão “light” com A18 e tela OLED 60 Hz, aproximando o preço de entrada de rivais da categoria sub-US$ 700.
- Reformulação visual (2027) – Bordas ainda mais finas, Face ID sob a tela e corpo em alumínio 100 % reciclado.
Se cumprir o cronograma, a Apple pode solidificar sua liderança até, pelo menos, 2029, período em que o faturamento do último trimestre de cada ano poderá ultrapassar US$ 140 bilhões, segundo projeções preliminares da consultoria.
O que essa disputa significa para o consumidor?
Para quem está de olho em trocar de smartphone, a competição renhida tende a se traduzir em mais recursos no mesmo patamar de preço — ou até em promoções agressivas nos modelos de 2024 e 2025, especialmente durante datas como Prime Day, Black Friday e 11.11. Vale ficar atento a bundles que incluam carregadores USB-C GaN, fones Bluetooth ou cartões-presente, itens que podem representar economia real no pacote final.
Além disso, a guerra por liderança acelera a adoção de tecnologias que antes demoravam a chegar a modelos mais baratos. Exemplo: telas com taxa de atualização de 120 Hz já aparecem em aparelhos intermediários, algo impensável dois anos atrás. Para o usuário gamer mobile ou fã de streaming, isso significa mais fluidez em jogos competitivos como Call of Duty Mobile e melhor experiência de navegação nas redes sociais.
Seja você um entusiasta em busca do topo de linha ou alguém que vai aproveitar preços atrativos nos lançamentos de geração anterior, 2025 promete ser um ano pródigo em ofertas. E o avanço da Apple sobre a Samsung é só o começo de uma nova fase de inovação impulsionada pela rivalidade histórica entre as duas gigantes.
Com informações de Mundo Conectado