Quem já se perdeu em labirintos intermináveis de RPG sabe o valor de um bom indicador de caminho. Em Final Fantasy VII Rebirth, a famosa “tinta amarela” — aquele brilho ou marcação que destaca rotas e pontos de interação — volta a ser assunto. Naoki Hamaguchi, diretor do aguardado título da Square Enix, explicou por que o recurso, apesar de controverso, ainda é essencial para a experiência do público moderno.
Por que o marcador visual continua vigente
Em entrevista ao GamesRadar+, Hamaguchi reconheceu que o efeito pode quebrar a imersão, mas ressaltou que a falta de orientação gera um problema maior: frustração. “Preferimos um sinal visual pouco elegante a ver jogadores caminhando em círculos por horas”, resumiu. Durante as sessões de playtest, a equipe percebeu que, sem guias, boa parte dos testers ignorava passagens secretas, itens importantes ou mesmo objetivos de missão, atrasando o ritmo do jogo.
Como outros estúdios atacam o mesmo desafio
A discussão não é exclusiva da Square Enix. Uncharted, Tomb Raider e The Last of Us também pintam bordas de plataformas e muros escaláveis para orientar o jogador. Já produções como God of War Ragnarök e Horizon Forbidden West optam por um HUD dinâmico que surge apenas quando o usuário pressiona o analógico direito, deixando a tela “limpa” na maior parte do tempo.
O denominador comum é simples: os mundos abertos estão mais densos e o público, mais diverso. Jogadores casuais que dividem horas de lazer entre trabalho, estudos e família não querem gastar 30 minutos procurando uma porta escondida. Uma orientação discreta e inteligente vira diferencial competitivo — e evita desistências.
Impacto prático para você que vai jogar no PS5
Se você planeja adquirir o game no lançamento, espere pistas visuais sutis, mas presentes. A vantagem é que a Square Enix promete refinamentos no combate e melhorias de qualidade de vida, como:
- Rotas alternativas sinalizadas com cores diferenciadas;
- Exibição opcional de ícones de “loot” para quem quer coletar tudo;
- Configurações de acessibilidade que permitem reduzir ou intensificar o contraste das marcações — recurso bem-vindo para daltônicos.
Com isso, o segundo capítulo do remake deve equilibrar exploração livre e narrativa cinematográfica sem sacrificar ritmo. E, claro, quem joga em 4K no PS5 não verá a imersão totalmente comprometida, já que as texturas e a iluminação em HDR disfarçam parte do marcador.
Será que a “tinta amarela” vai desaparecer no futuro?
Hamaguchi admite que o método não é definitivo: “Há um debate aberto sobre como, em que intensidade e em que situações aplicar esse tipo de ajuda.” Técnicas emergentes como ray tracing em tempo real e som 3D posicional podem permitir guias menos intrusivos: imagine luz refletindo sutilmente em um atalho ou áudio direcionando o personagem sem a necessidade de um traço colorido.
Imagem: Internet
No entanto, até que a IA procedimental e o design de níveis avancem a ponto de guiar intuitivamente só com linguagem ambiental, marcadores seguirão existindo. E isso vale não apenas para grandes AAA, mas também para indies que buscam reduzir taxa de abandono — métrica vital em serviços de assinatura como PlayStation Plus e Game Pass.
Fique de olho: hardware influencia a experiência
Para quem pretende jogar Final Fantasy VII Rebirth na melhor performance possível, considerar um SSD NVMe Gen4 (para os que curtem upgrades no PS5) e um monitor 120 Hz compatível com VRR ajuda a extrair o máximo dos loadings rápidos e da fluidez de animações. Já no cenário competitivo de periféricos, um controle DualSense Edge com gatilhos ajustáveis pode tornar as lutas em tempo real ainda mais responsivas.
Ainda não há confirmação se a Square Enix vai aposentar de vez a tinta amarela no último capítulo do remake, mas a lição é clara: guiar o jogador de forma inteligente é tão importante quanto entregar gráficos de ponta. Até lá, resta acompanhar cada novo trailer e, quem sabe, testar as diferentes opções de acessibilidade assim que a demo chegar à PlayStation Store.
Com informações de Adrenaline