Se você é fã de true crime e já garantiu lugar no sofá para assistir à nova produção de Ryan Murphy, vale a pena conhecer o que realmente aconteceu e o que foi licença poética em Monstros: A História de Ed Gein, recém-chegada ao catálogo da Netflix. Entre tumbas violadas e crimes hediondos, a série equilibra fatos comprovados e roteiros dramatizados em oito episódios que prometem prender a atenção — mas também levantam dúvidas sobre a autenticidade de cada cena.
Por que esta história continua relevante em 2025?
Os crimes de Ed Gein, cometidos na década de 1950, influenciaram clássicos do terror como Psicose, O Massacre da Serra Elétrica e O Silêncio dos Inocentes. Com o novo interesse em narrativas de assassinos em série — potencializado por documentários imersivos em 4K e trilhas de áudio spatial que transformam qualquer soundbar em cinema caseiro —, a produção da Netflix tenta atualizar o caso para uma audiência acostumada a maratonas de alta definição.
6 diferenças cruciais entre a série e a realidade
1. A verdadeira “profissão” de Ed Gein
Fato: Gein realmente violava túmulos e recolhia partes de corpos, visitando cemitérios até 40 vezes entre 1947 e 1952.
Ficção: A série mostra roubos quase semanais, exagerando a frequência para intensificar o ritmo dos episódios.
2. Canibalismo e necrofilia nunca fizeram parte do caso
Muito se especula, mas Gein deixou claro em depoimentos oficiais que não praticava canibalismo nem necrofilia. A produção alivia esse ponto, mas ainda sugere práticas extremas para reforçar o terror psicológico.
3. Número de vítimas: duas, não três
Mary Hogan (1954) e Bernice Worden (1957) foram as únicas mortes confessadas e comprovadas. A série inclui o irmão de Gein, Henry, como terceiro assassinato; na vida real, a morte constou como acidente por insuficiência cardíaca em meio a um incêndio.
4. O romance inexistente
No enredo da Netflix, Gein mantém relações sexuais com Bernice Worden. Contudo, não há qualquer evidência disso — o próprio criminoso afirmou jamais ter tido experiência sexual. O recibo de venda de anticongelante, não uma etiqueta de presente, foi a prova que o incriminou.
Imagem: Internet
5. De babá confiável a vizinho assustador
Apesar de retratado como pária, Gein chegou a cuidar dos filhos de vizinhos em Plainfield, Wisconsin, para complementar a renda depois da morte do pai. Não existem registros de que tenha levado crianças para sua fazenda ou cometido abusos, e o desaparecimento da babá Evelyn Hartley não está ligado a ele.
6. O impacto cultural que ultrapassou gerações
O roteiro inclui referências diretas às inspirações que Gein gerou no cinema, mas omite como essas adaptações moldaram todo um gênero. De Norman Bates a Leatherface, o “açougueiro de Plainfield” continua influenciando roteiristas a criar vilões perturbadores, impulsionando inclusive a venda de colecionáveis, boxes Blu-ray 4K e até headsets gamer com áudio 3D para imersão total em jogos de terror — itens que você encontra facilmente na Amazon.
Vale a maratona?
Para quem curte suspense psicológico, Monstros: A História de Ed Gein entrega produção de alto nível, fotografia sombria e atuações marcantes — sobretudo de Charlie Hunnam no papel-título. Saber o que é fato ou ficção não diminui o impacto; ao contrário, torna a experiência ainda mais intrigante. E, se a série despertar seu lado cinéfilo, aproveite o embalo para atualizar o home theater ou conferir livros que detalham investigações da época, todos disponíveis online.
Com informações de Minha Série/TecMundo