Sem alarde, a Apple disponibilizou a segunda versão de testes do iOS 26.1 e, junto com ela, um pacote de novidades capaz de mexer com quem já tem — ou pensa em comprar — um iPhone 15, 16 ou 17. O destaque absoluto é a expansão de idiomas do Apple Intelligence, que agora entende e responde em mais oito línguas, incluindo o português de Portugal. Para completar, a atualização muda a forma de desligar alarmes: sai o botão simples, entra um slider que exige um gesto mais intencional, reduzindo desligamentos acidentais.
O que muda no Apple Intelligence?
Lançado no começo de 2025 como a resposta da Apple ao Gemini do Google e à Alexa baseada em IA generativa, o Apple Intelligence vinha limitado a poucos idiomas — basicamente inglês, espanhol, francês, alemão, japonês e chinês simplificado. Agora, a lista cresce com dinamarquês, holandês, norueguês, sueco, turco, vietnamita, chinês tradicional e português europeu. Embora o português brasileiro ainda fique de fora, o movimento indica que a variante PT-BR pode chegar antes do fim do ciclo 26.x.
Na prática, isso significa que Siri e os recursos de automação baseados em IA — resumos de páginas, geração de texto, organização inteligente de fotos e criação de cenas na HomeKit — passam a obedecer comandos nestes novos idiomas. Se você costuma importar iPhone ou pretende adquirir modelos mais recentes na Amazon, já pode considerar aproveitar esse suporte adicional.
Compatibilidade: é hora de trocar de aparelho?
Para rodar o iOS 26.1 com Apple Intelligence, você precisa de:
- iPhone 15, 15 Pro ou superiores;
- iPad com chip Apple M1 ou mais novo;
- Mac com processador M1, M2 ou M3 (incluindo MacBook Air, Pro e Mac mini).
Quem usa iPhone 14 ou anteriores terá acesso apenas às correções de segurança e refinamentos do sistema, mas ficará sem os recursos baseados em IA. A diferença é grande: geração de texto automática em apps de e-mail, criação de playlists contextuais no Apple Music e limpeza de ruído em videochamadas são exclusividade do Apple Intelligence. Se esses extras pesam para você, talvez seja o momento de observar as ofertas dos modelos mais recentes.
Desligar o alarme sem sustos
Pequena, porém bem-vinda, a troca do botão por um slider para desativar alarmes empodera quem acorda ainda meio sonolento. O gesto mais longo previne toques acidentais que fazem o despertador calar e, de quebra, reduz aquelas chegadas atrasadas no trabalho ou na aula. A mudança vale para todos os aparelhos compatíveis com o iOS 26.1, mesmo sem o Apple Intelligence.
Visão 3D do Vision Pro e mais sistemas em beta
Outro mimo é o modelo 3D do Vision Pro dentro do app Ajustes. Além de permitir explorar o headset de realidade mista virtualmente, o recurso complementa o marketing cruzado da Apple, sugerindo a integração entre ecossistemas — ponto onde a empresa costuma levar vantagem sobre o Android.
Imagem: Internet
Junto ao iOS 26.1 Beta, chegam os betas do iPadOS 26.1, macOS Tahoe 26.1, watchOS 26.1, tvOS 26.1 e visionOS 26.1. Desenvolvedores e entusiastas cadastrados no programa Apple Beta Software já podem instalar as versões preliminares, mas vale lembrar: desempenho, autonomia de bateria e compatibilidade de apps podem oscilar bastante.
Por que essa atualização interessa a você?
Se você está de olho em um novo iPhone ou Mac para estudar, trabalhar ou jogar, o iOS 26.1 sinaliza como a Apple pretende diferenciar seus dispositivos daqui para frente: IA integrada, processador dedicado e ecossistema fechado. Com mais idiomas suportados, o Apple Intelligence deixa de ser uma curiosidade restrita a anglófilos e começa a virar funcionalidade palpável também na Europa e — em breve — na América Latina.
Para quem já investiu na linha iPhone 15 ou superior, o update reforça o valor do hardware recente. Para quem ainda está no 13 ou 14, fica o recado: talvez esteja na hora de planejar o upgrade, principalmente se automação, produtividade e áudio via IA estão no seu radar.
Com informações de TecMundo