A principal queixa de quem joga no PlayStation 5 pode estar com os dias contados. Rumores cada vez mais concretos apontam que a Sony prepara o DualSense V3, terceira revisão do controle do PS5, com lançamento previsto para novembro de 2025. O grande destaque? Uma bateria removível e substituível — algo que usuários pedem desde o anúncio do console, em 2020.
Por que a bateria removível importa tanto?
O DualSense atual traz uma célula interna de 1.560 mAh, selada, que oferece entre 6 e 8 horas de jogo real — menos que concorrentes diretos como o Xbox Wireless Controller, que pode usar pilhas AA ou packs recarregáveis externos, e que chega a 30 horas em média.
Com o tempo, a autonomia do DualSense cai a ponto de muitos jogadores precisarem manter o cabo USB-C plugado, anulando o fator “sem fio”. Uma bateria removível promete:
- Troca rápida durante maratonas de gameplay, sem esperar recarga;
- Vida útil prolongada do controle, já que basta substituir o módulo e não o acessório completo;
- Menos lixo eletrônico, alinhando-se a iniciativas de sustentabilidade que a própria Sony vem defendendo.
O que mais pode mudar no DualSense V3
Fontes internas citadas por portais especializados falam em pequenas melhorias ergonômicas e em gatilhos adaptáveis de 2ª geração, com motor tátil reforçado para reduzir o desgaste. A iluminação lateral deve ficar mais discreta — poupando energia — e o touchpad ganhar revestimento fosco antiderrapante.
A Sony também estaria testando baterias de maior capacidade vendidas separadamente, algo parecido com os Power Kits licenciados para o DualShock 4. Para o consumidor, isso abre espaço para pacotes “long play” de 2.000 mAh ou mais, interessantes para quem joga títulos competitivos como Call of Duty: Modern Warfare III ou F1 25, que exploram intensivamente o feedback háptico.
Sincronia com um PlayStation 5 revisado?
O vazamento menciona que o DualSense V3 desembarcaria “junto a uma atualização de hardware PlayStation”. Não está claro se se trata de um PS5 Slim global — já disponível na Europa — ou do tão comentado PS5 Pro, esperado para 2025 com GPU RDNA 3 e suporte a 8K upscaling.
Em ambas as hipóteses, colocar nas prateleiras um controle com bateria removível seria uma maneira de resetar a percepção de custo-benefício do ecossistema PlayStation: menos tempo na tomada, mais tempo nos jogos e, claro, incentivo discreto para quem pensa em renovar o setup.
Imagem: Internet
Como a novidade se compara ao mercado
• Xbox Wireless Controller: pilhas AA ou pack removível opcional; autonomia média de 25–30 h.
• Razer Wolverine V2 Pro (PS5 third-party): cabo USB-C fixo, sem bateria.
• Nintendo Switch Pro Controller: bateria interna de 1.300 mAh, 40 h, mas não removível.
Se confirmado, o DualSense V3 ficaria entre a praticidade de troca rápida do Xbox e a experiência háptica avançada que apenas o controle da Sony oferece, corrigindo seu ponto mais frágil: a carga curta.
Quando saberemos mais?
A Sony não se pronunciou oficialmente, mas a proximidade de novembro — janela tradicional de lançamentos pré-Black Friday — sugere anúncio em algum State of Play ou até um press release direto ao varejo. Até lá, a recomendação é observar ofertas do DualSense atual: troca de estoque costuma anteceder novas versões.
Fato é que, para quem vive com o cabo pendurado no controle ou pensa em migrar para o PS5, a possível chegada do DualSense V3 com bateria removível pode ser o argumento que faltava para atualizar o kit gamer.
Com informações de Voxel/TecMundo